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João Pessoa – A capital do Estado

João Pessoa, pela sua localização privilegiada (fica no centro dom litoral da Paraíba) é o ponto de partida para conhecer o belo litoral paraibano. Fundada em 1585 consegue conjugar história e natureza. A cidade é bastante conhecida por ter uma das maiores áreas verdes urbanas como também pela rígida legislação municipal que limita as construções a beira mar a no máximo 3 andares.

A maior atração de João Pessoa, sem dúvida, é o Cabo Branco (a 10 km) e a Ponta Seixas. O Cabo Branco já foi considerado o ponto mais oriental (leste) da América tendo perdido este título para Ponta Seixas (3 km mais ao sul). A erosão marinha, que ao longo dos anos fez com que suas ondas desgastassem o Cabo Branco e depositasse estes sedimentos na Ponta Seixas (fazendo-a aumentar) foi a responsável por este fenômeno. Do Farol do Cabo Branco, que fica no alto de uma falésia, podemos observar em detalhes toda curiosidade deste fenômeno.

Outra praia famosa de João Pessoa é a de Tambaú, onde está situado o único hotel beira mar e um dos mais luxuosos da cidade e o Mercado de Artesanato com 128 lojas, onde se pode encontrar os mais variados “recuerdos” típicos. Parada obrigatória dos turistas.

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Picãozinho é um dos paraísos da cidade, onde encontramos uma formação de recifes com piscinas naturais que chegam a uma temperatura de 28ºC. Na lua cheia, os hotéis organizam serenatas sobre a água morna, uma integração perfeita do homem com a natureza.
João Pessoa preserva ainda um importante conjunto de construções barrocas, com destaque para a Igreja de São Francisco e o Convento de Santo Antônio.

O visitante que for à cidade pode fazer ainda passeios para Cabedelo, passando pela balsa, para visitar as praias do litoral norte (até Barra do Mamanguape) ou Jacumã, no litoral sul, para conhecer a Praia de Tambaba. Em Cabedelo, na Praia do Jacaré, o “Bolero”, de Ravel, é tocado nos bares e barcos durante o pôr-do-sol.

LITORAL NORTE

No município de Cabedelo, ao norte de João Pessoa, encontramos o Mar do Macaco, a praia de Intermares onde está o parque aquático Intermares Water Park, bem como a praia do Poço. A praia do Jacaré é o local onde se pode ver o mais belo pôr-do-sol.

 Ainda no município de Cabedelo, está a praia mais visitada do litoral, Camboinha, que na época de veraneio fica lotada. É nela que encontramos Areia Vermelha, um banco arenoso protegido por recifes.

 Atravessando a foz do Rio Paraíba, está o município de Lucena, onde se realiza o carnaval de praia mais animado do Estado. Em Lucena também pode-se ver a Igreja da Guia, em fase final de restauração, uma peça única do Barroco no Brasil.

 Em Rio Tinto, na praia de Barra de Mamanguape, está localizado um dos postos do Projeto Peixe Boi Marinho, que vivem livremente, mas monitorados, na foz do Rio Mamanguape.

Baía da Traição, detém a única reversa indígena do Estado, onde vivem os índios Potiguaras. É um local de belíssimas praias, muitas propícias ao surf.

 A última praia do litoral norte, já na divisa com o Estado do Rio Grande do Norte, Barra de Camaratuba, pode ser considerada a praia mais bonita do litoral paraibano.

LITORAL SUL

Todo o litoral sul do Estado é composto de praias com formações rochosas, como a Praia do Amor, Jacumã, Coqueirinho e Tabatinga, essas duas últimas pontos de prática de camping.

Em seguida vem a praia mais conhecida da Paraíba, Tambaba, a primeira praia de naturismo do Nordeste e segunda do país, que tem na suas piscinas naturais uns de seus atrativos.

CAMPINA GRANDE

Campina Grande é a segunda cidade mais importante da Paraíba, e está situada a 122 km de João Pessoa. Com uma população de 400 mil habitantes, Campina Grande é conhecida internacionalmente por fazer o ” Maior São João do Mundo”, são 30 dias de muita festa. Também produz o maior carnaval fora de época do país, a Micarande.

E o potencial da cidade não pára por aí, é sede de um dos mais avançados centros de tecnologia do Brasil, especialmente quando se fala de software. Realiza anualmente o Encontro da Nova Consciência, retiro espiritual que atrai pessoas de todo o país, e conta com o Centro de Convenções Raymundo Asfora, um dos mais modernos.

O INTERIOR DO ESTADO

O Vale dos Dinossauros, situado no sertão paraibano, no município de Sousa, abriga pegadas que estão no leito do Rio do Peixe há mais de 130 milhões de anos e que chegam a medir meio metro cada uma, formando uma fileira de 60 pegadas. Este fato faz com que o Nordeste brasileiro seja reconhecido pela paleontologia do continente americano, contribuindo como um grande centro de estudos.

  Ingá, nas proximidades de Campina Grande, é mundialmente conhecida pela Pedra do Ingá, dona de inscrições rupestres que desafiam a técnica dos cientistas e estimulam a imaginação popular. Uns atribuem as inscrições à passagem dos fenícios pela América, enquanto outros acham que são mensagens escritas por visitantes extra-terrestres.

Um outro atrativo oferecido aos turistas é a estância termal Hotel Brejo das Freiras, localizada em São João do Rio do Peixe, interior do Estado, onde as piscinas de água mineral chegam à temperatura de 36,5ºC.

Fontes: Portal PMJP, PBTur, Portal Terra, Portal Viagem.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Seca e chuva na Paraíba 0 493

seca e chuva paraiba

As chuvas registradas nos últimos dias no estado surpreendeu os moradores da maioria das cidades paraibanas. Mas, se por um lado a chuva vem mudando o cenário de verão em algumas cidades litorâneas e mesmo do semi-árido paraibano, por outro, a estiagem ainda está acometendo 142 cidades, em virtude da ausência de chuvas. A Defesa Civil da Paraíba informou que ainda existem 142 cidades em que o problema da seca prevalece, fazendo com que as áreas rurais das cidades tenham o auxílio do serviço dos caminhões-pipa: “Ainda existem os municípios com o problema da estiagem, mas as chuvas registradas já fizeram com que 32 cidades suspendessem o serviço”, disse o coordenador estadual, Walber Rufino.

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Na próxima semana, a Defesa Civil da Paraíba estará no sertão paraibano, a fim de contatar os organismos municipais de Patos, Sousa e Cajazeiras, para saber se os locais estão passando por dificuldades. A avaliação de Walber Rufino, é de que a previsão feita pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa-PB) de incidência de chuvas acima da média tem se confirmado, mas que as maiores dificuldades estão situadas justamente nas cidades mais urbanizadas. “As cidades mais urbanizadas estão sofrendo mais porque as chuvas estão ocorrendo num volume concentrado e num curto período de tempo”, explicou o coordenador.

Para João Pessoa, a Aesa-PB informou, através do serviço de meteorologia, que, em janeiro, a média histórica da cidade é de 79.5mm, mas as chuvas na capital chegaram a 155.8mm até o dia 27 de janeiro, o que representa o dobro do índice. O meteorologista Alexandre Magno apontou a cidade de Mataraca como a região do litoral em que mais choveu, com 250.7mm de precipitações, quando a média histórica para o município é de 103.9mm.

A moradora da comunidade do Riachinho, Marilene de Santana, 49, lida todos os anos com o problema das chuvas, mas dessa vez o drama veio mais cedo. A casa de tijolo com um vão que serve de quarto e sala, tendo uma divisória em que ficam dispostos um banheiro e a cozinha, serve para abrigar cinco pessoas, entre as quais os dois netos. A casa não tem janelas e toda vez que há excesso de chuvas, as tubulações de esgoto ficam obstruídas e retornam para dentro de casa: “Todo ano é a mesma coisa. A chuva alaga tudo, entope os canos e a fossa sobe para dentro de casa”, diz a moradora, que está cadastrada no plano de habitações da prefeitura.

Tsunami em João Pessoa 0 447

tsunami em joao pessoa pb

Uma onda gigante, acima de 50 metros de altura, atingindo o litoral brasileiro, especificamente João Pessoa e destruindo tudo no seu caminho. A cena assustadora não se trata de um filme de Hollywood, mas de uma sombria previsão de cientistas britânicos em estudo com professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O alerta coloca em xeque respostas de alguns estudiosos de ser quase nula a possibilidade do Brasil ser atingido por uma Tsunami. Essa possibilidade concreta existe e foi descoberta em 1996.

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Terremotos no fundo do mar não são a única razão para o surgimento de ondas devastadoras. Quedas de meteoros e erupções vulcânicas também podem gerar precipitações marítimas. De acordo com cientistas ingleses, no Brasil, que não tem sistema de alarme de tsunami, moradores e turistas seriam pegos de surpresa, repetindo as cenas trágicas que aconteceram na Ásia, em 2004, quando o Sri Lanka foi duramente castigado por ondas de grande proporções, matando aproximadamente 150 mil pessoas. De acordo com pesquisadores, João Pessoa tem possibilidades de ser atingida por esse triste fenômeno.

A explicação dá conta de um vulcão, denominado Cumbre Vieja (Pico Velho), que fica na parte sul da ilha de La Palma, nas Canárias, perto da costa oeste da África. Se entrar em erupção novamente poderá provocar o deslocamento de um pedaço de rocha de alguns quilômetros cúbicos e sua queda no mar. Os fragmentos da rocha devem se espalhar e, consequentemente será formado um jato de água gigantesco que se deslocará como uma onda numa velocidade de aproximadamente 500 km por hora por todo o Oceano Atlântico. Em poucos minutos chegará à costa africana e, em pouco mais de 5 horas, atingirá o litoral do Norte e Nordeste brasileiro.

Na Universidade Federal da Paraíba tem um grupo de pesquisadores formados para elaborar estudos sobre vulnerabilidades e desastres. O professor em Planejamento e Gestão Geo-Ambiental da UFPB, Paulo Rosa, explicou que ainda não é possível prever quando essevulcão entrará em erupção. “Com todo o aparato tecnológico ainda não se tem confirmações efetivas, porém, tomando como parâmetro a probabilidade, logo, o fato já ocorreu outras vezes e houve uma grande atividade que gerou terremoto com tsunami em Portugal em 1755, inclusive com grande mortandade de pessoas. Há estudos estatísticos nesse sentido de que a atividade vulcânica no arquipélago das Canárias ocorre mais ou menos de forma cíclica de 200 a 200 anos, logo está, segundo as previsões, com possibilidade de ocorrência daqui para frente”, concluiu.

As dúvidas ainda são muitas. O professor Malcom Hart, da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, veio recentemente a Paraíba firmar parceria de estudos com a UFPB a fim de buscar respostas possíveis sobre esse tipo de catástrofe na costa nordestina. Paulo Rosa é o responsável pelo intercâmbio de estudos entre os cientistas ingleses e os paraibanos. Através do projeto “Vulnerabilidades e desastres”, os pesquisadores pretendem dar continuidade aos estudos. O início para as atividades depende de aprovação do Ministério de Ciências e Tecnologia.

“Vamos procurar vestígios de outras evidências de registros de isótopos na camada K (camada orbital do elétron no átomo) em camadas calcáreas. Os calcáreos que melhor guardam esses registros são os denominados de dolomíticos, nesse caso a Paraíba tem esse tipo de minério em diversos pontos do nosso litoral. Num outro momento, caso seja evidenciado registros desse tipo de isótopos em Irídios (elemento químico) incrustados no calcáreos se prosseguirá estudos mais contundentes para pressuposições probabilísticas, nesse caso pesquisadores da UFPB – Laboratório de Estatística Aplicada ao Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Leagip) irão juntamente com pesquisadores de Plymouth juntar forças para procederem cálculos e estimativas para alertar sobre medidas de evacuação”, explicou.

Segundo Paulo Rosa um outro trabalho de extrema importância está vinculado à visualização científica. Nesse caso pesquisadores do Laboratório de Tecnologias para Ensino Virtual e Estatística (LABTVE) e do Núcleo de Documentação Histórica e Informação Regional (NDHIR) irão procurar ilustrar com animação computacional e os dados coletados, tratados e analisados, ou seja, será criado uma base de informação através de inteligência artificial para facilitar a compreensão da sociedade sobre esse fenômeno assustador pelo qual poderá sofrer parte do litoral nordestino.


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