Paraíba deve ter recorde de turistas durante o verão 0 548

turismo paraiba porto cabedelo

O verão 2006 vai ficar marcado na história da Paraíba com o aumento do turismo, que vem gerando emprego e renda. Só no aeroporto Castro Pinto, a movimentação de passageiros bateu recorde. Os dados divulgados pela Infraero, apontam que cerca de 340 mil pessoas passaram pelo principal terminal aéreo paraibano, resultando num crescimento de 45,58% neste período.

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O número segundo, o secretário-executivo de Turismo do Estado, Arnaldo Júnior é muito acima da média nacional, já divulgada no site da Infraero, que gira em torno de 17%.

De acordo com um levantamento da secretaria de turismo, quando se comparam os números do ano de 2004 em relação a 2003, a movimentação do Aeroporto da grande João Pessoa apresenta um crescimento de apenas 3,74%. Já no ano de 2005 em relação a 2004, o aumento foi de 29,26% e para este ano, as expectativas ainda são maiores.

Mas, não é só de avião que os turistas chegam. Eles também vêm de navio. No último dia dois, o Pacific atracou no Porto de Cabedelo, com cerca de 600 turistas. A Paraíba entrou na rota do cruzeiro e nos próximos dias 21,28 e 10, 17, 24 de fevereiro, e no dia três de março o Pacific atraca em Cabedelo. “A cada parada, milhares de turistas desembarcarão em João Pessoa. Nunca ocorreu tanta movimentação de turistas como acontece agora no porto de Cabedelo”, comemorou Roberto Cabral.

“Neste momento, o Estado põe em prática duas campanhas de incremento ao turismo – Amigos do Turista e Vem viver a Paraíba – que têm como ferramentas principais a sensibilização, a divulgação, promoção e a mobilização da população paraibana em relação a nossa produção artesanal e ao acolhimento ao turista”, esclareceu Arnaldo Júnior.
Reflexos

Com a chegada dos turistas, hotéis, restaurantes e feiras artesanais ficam lotadas. Segundo Cléa Cordeiro, presidente da Pbtur, a rede hoteleira de João Pessoa é composta por cerca de 60 hotéis e pousadas com mais de 6,5 mil leitos. Recentemente, foram inaugurados 11.

Os turistas que procuram a cidade optam por sol e mar, mas o passeio ao centro da cidade, ao Brejo, Cariri e até ao Sertão está sendo oferecido e vem sendo bem aceito. “Tem gente que vem passar uma semana e tira um dia para conhecer as belezas de alguma região da Paraíba. Este tipo de passeio vem crescendo”, disse.

A presidente da PBTur também comemora uma peculiaridade que o ano de 2005 registrou. Segundo ela, em novembro, mês que, geralmente, os hotéis estão com baixa ocupação, este ano, chegou a 70%. “Essa foi uma marca muito boa para a gente. E estamos atribuindo a propaganda que estamos fazendo lá fora para o turismo de negócio e congressos”, destacou.

Quem ganha com isso, é a própria população que consegue emprego nesta época do ano. Desde o vendedor ambulante, passando pelo feirante, os guias de turismo, as locadoras de automóveis e outros. Para o secretário de turismo do município, Romeu Lemos, a alta temporada fatura o dobro da baixa. E nessa época são gerados cerca de 800 empregos diretos e 1.600 indiretos. Segundo ele, para cada emprego direto no turismo são criados sete indiretos.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Motorista suspeito de abuso 0 480

motorista acusado de abuso

Um motorista de 66 anos foi preso na manhã de ontem acusado de abusar sexualmente de uma menina de apenas 10 anos de idade. O crime aconteceu na manhã da última quarta-feira, mas a garota foi rápida e, assim que encontrou a mãe, relatou o que tinha acontecido na casa de sua bisavó, onde o acusado tinha lhe levado para passar a tarde. Ele trabalhava como motorista para a família da vítima há pouco mais de um ano, mas só agora teria demonstrado um comportamento libidinoso, beijando o rosto e acariciando as partes íntimas da garota.

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De acordo com o depoimento prestado pela criança na Delegacia de Crimes Contra a Infância e Juventude, o suspeito estava levando-a para a casa de sua bisavó, mas parou o veículo num posto de gasolina e comprou guloseimas e um jogo para ela. Além dos agrados, o motorista deu o troco da compra para a menina. “Na casa da minha bisavó, ele me chamou para brincar com o jogo, deu um beijo na minha testa e olhou para cima, para ver se havia alguém olhando. Eu perguntei porquê ele estava olhando para o alto e ele disse que era porque ali tinha muita gente curiosa”, contou a vítima, em depoimento.

Após o beijo na testa, o motorista chamou a criança para outro terraço, que serve como garagem da casa, e passou a beijar todo o rosto e acariciar as partes íntimas da menina, que logo arranjou um argumento e saiu correndo do local. “A criança disse que sua mãe estava telefonando e saiu imediatamente da garagem. Quando foi sair com a bisavó para ir ao médico, a menina chamou a empregada da casa para ir junto, com medo que o motorista tentasse abusá-la novamente. Apesar de ter apenas 10 anos, ela é uma garota bem instruída, que assim que encontrou a mãe, denunciou a atitude do empregado da família”, contou a delegada Joana D’arc Sampaio Nunes, que assumiu o caso.

Os pais da garota ficaram chocados com o que aconteceu e, assim que a menina relatou o fato, procuraram a Delegacia de Crimes Contra a Infância e a Juventude. “Quando me encontrou à noite, minha filha disse que tinha um assunto sério para conversar comigo. Mal esperou chegar em casa e disse o que o motorista tinha feito. Estamos chocados porque a gente cuida de uma filha com todo carinho e um monstro desse vem fazer mal à ela, mas estamos orgulhosos porque ela soube agir da melhor maneira”, relatou a mãe da criança.

Na delegacia, o suspeito negou todas as acusações. “Eu não fiz nada disso. Só comprei doce para ela. Não sei porque ela tá fazendo isso”, alegou. O motorista, que é casado e pai de oito filhos, responderá pelo crime de abuso sexual contra vulnerável e pode ficar detido por um período de 8 a 15 anos de reclusão se for condenado pela justiça.


Seca e chuva na Paraíba 0 602

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As chuvas registradas nos últimos dias no estado surpreendeu os moradores da maioria das cidades paraibanas. Mas, se por um lado a chuva vem mudando o cenário de verão em algumas cidades litorâneas e mesmo do semi-árido paraibano, por outro, a estiagem ainda está acometendo 142 cidades, em virtude da ausência de chuvas. A Defesa Civil da Paraíba informou que ainda existem 142 cidades em que o problema da seca prevalece, fazendo com que as áreas rurais das cidades tenham o auxílio do serviço dos caminhões-pipa: “Ainda existem os municípios com o problema da estiagem, mas as chuvas registradas já fizeram com que 32 cidades suspendessem o serviço”, disse o coordenador estadual, Walber Rufino.

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Na próxima semana, a Defesa Civil da Paraíba estará no sertão paraibano, a fim de contatar os organismos municipais de Patos, Sousa e Cajazeiras, para saber se os locais estão passando por dificuldades. A avaliação de Walber Rufino, é de que a previsão feita pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa-PB) de incidência de chuvas acima da média tem se confirmado, mas que as maiores dificuldades estão situadas justamente nas cidades mais urbanizadas. “As cidades mais urbanizadas estão sofrendo mais porque as chuvas estão ocorrendo num volume concentrado e num curto período de tempo”, explicou o coordenador.

Para João Pessoa, a Aesa-PB informou, através do serviço de meteorologia, que, em janeiro, a média histórica da cidade é de 79.5mm, mas as chuvas na capital chegaram a 155.8mm até o dia 27 de janeiro, o que representa o dobro do índice. O meteorologista Alexandre Magno apontou a cidade de Mataraca como a região do litoral em que mais choveu, com 250.7mm de precipitações, quando a média histórica para o município é de 103.9mm.

A moradora da comunidade do Riachinho, Marilene de Santana, 49, lida todos os anos com o problema das chuvas, mas dessa vez o drama veio mais cedo. A casa de tijolo com um vão que serve de quarto e sala, tendo uma divisória em que ficam dispostos um banheiro e a cozinha, serve para abrigar cinco pessoas, entre as quais os dois netos. A casa não tem janelas e toda vez que há excesso de chuvas, as tubulações de esgoto ficam obstruídas e retornam para dentro de casa: “Todo ano é a mesma coisa. A chuva alaga tudo, entope os canos e a fossa sobe para dentro de casa”, diz a moradora, que está cadastrada no plano de habitações da prefeitura.

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