Tsunami em João Pessoa 0 63

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Uma onda gigante, acima de 50 metros de altura, atingindo o litoral brasileiro, especificamente João Pessoa e destruindo tudo no seu caminho. A cena assustadora não se trata de um filme de Hollywood, mas de uma sombria previsão de cientistas britânicos em estudo com professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O alerta coloca em xeque respostas de alguns estudiosos de ser quase nula a possibilidade do Brasil ser atingido por uma Tsunami. Essa possibilidade concreta existe e foi descoberta em 1996.

Terremotos no fundo do mar não são a única razão para o surgimento de ondas devastadoras. Quedas de meteoros e erupções vulcânicas também podem gerar precipitações marítimas. De acordo com cientistas ingleses, no Brasil, que não tem sistema de alarme de tsunami, moradores e turistas seriam pegos de surpresa, repetindo as cenas trágicas que aconteceram na Ásia, em 2004, quando o Sri Lanka foi duramente castigado por ondas de grande proporções, matando aproximadamente 150 mil pessoas. De acordo com pesquisadores, João Pessoa tem possibilidades de ser atingida por esse triste fenômeno.

A explicação dá conta de um vulcão, denominado Cumbre Vieja (Pico Velho), que fica na parte sul da ilha de La Palma, nas Canárias, perto da costa oeste da África. Se entrar em erupção novamente poderá provocar o deslocamento de um pedaço de rocha de alguns quilômetros cúbicos e sua queda no mar. Os fragmentos da rocha devem se espalhar e, consequentemente será formado um jato de água gigantesco que se deslocará como uma onda numa velocidade de aproximadamente 500 km por hora por todo o Oceano Atlântico. Em poucos minutos chegará à costa africana e, em pouco mais de 5 horas, atingirá o litoral do Norte e Nordeste brasileiro.

Na Universidade Federal da Paraíba tem um grupo de pesquisadores formados para elaborar estudos sobre vulnerabilidades e desastres. O professor em Planejamento e Gestão Geo-Ambiental da UFPB, Paulo Rosa, explicou que ainda não é possível prever quando essevulcão entrará em erupção. “Com todo o aparato tecnológico ainda não se tem confirmações efetivas, porém, tomando como parâmetro a probabilidade, logo, o fato já ocorreu outras vezes e houve uma grande atividade que gerou terremoto com tsunami em Portugal em 1755, inclusive com grande mortandade de pessoas. Há estudos estatísticos nesse sentido de que a atividade vulcânica no arquipélago das Canárias ocorre mais ou menos de forma cíclica de 200 a 200 anos, logo está, segundo as previsões, com possibilidade de ocorrência daqui para frente”, concluiu.

As dúvidas ainda são muitas. O professor Malcom Hart, da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, veio recentemente a Paraíba firmar parceria de estudos com a UFPB a fim de buscar respostas possíveis sobre esse tipo de catástrofe na costa nordestina. Paulo Rosa é o responsável pelo intercâmbio de estudos entre os cientistas ingleses e os paraibanos. Através do projeto “Vulnerabilidades e desastres”, os pesquisadores pretendem dar continuidade aos estudos. O início para as atividades depende de aprovação do Ministério de Ciências e Tecnologia.

“Vamos procurar vestígios de outras evidências de registros de isótopos na camada K (camada orbital do elétron no átomo) em camadas calcáreas. Os calcáreos que melhor guardam esses registros são os denominados de dolomíticos, nesse caso a Paraíba tem esse tipo de minério em diversos pontos do nosso litoral. Num outro momento, caso seja evidenciado registros desse tipo de isótopos em Irídios (elemento químico) incrustados no calcáreos se prosseguirá estudos mais contundentes para pressuposições probabilísticas, nesse caso pesquisadores da UFPB – Laboratório de Estatística Aplicada ao Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Leagip) irão juntamente com pesquisadores de Plymouth juntar forças para procederem cálculos e estimativas para alertar sobre medidas de evacuação”, explicou.

Segundo Paulo Rosa um outro trabalho de extrema importância está vinculado à visualização científica. Nesse caso pesquisadores do Laboratório de Tecnologias para Ensino Virtual e Estatística (LABTVE) e do Núcleo de Documentação Histórica e Informação Regional (NDHIR) irão procurar ilustrar com animação computacional e os dados coletados, tratados e analisados, ou seja, será criado uma base de informação através de inteligência artificial para facilitar a compreensão da sociedade sobre esse fenômeno assustador pelo qual poderá sofrer parte do litoral nordestino.


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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Ex-seminaristas suspeitos de ameaças contra padres 0 28

seminaristas suspeitos

Três ex-seminaristas são os principais suspeitos de uma série de ameaças de morte e tentativas de extorsão a pelo menos três padres da diocese de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Há cerca de dois anos, os padres vinham sofrendo ameaças de calúnia e extorsão, que passaram a ficar mais graves, chegando a ameaças de morte. A diocese prestou denúncia, no início da semana, ao Ministério Público Estadual, que encaminhou o caso à Delegacia Distrital de Cajazeiras, onde um inquérito já foi instaurado.

Umas das mais recentes ameaças dizia que 15 padres seriam mortos em um evento católico, no mês de janeiro, e, logo após, o responsável pelo atentado cometeria suicídio na frente de todos. De acordo com o major José Ronildo, comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM), em Cajazeiras, a série de ameaças teve início com o pedido de reingresso dos três seminaristas à arquidiocese. Com a negativa, os ex-seminaristas pediram a quantia de R$ 50 mil para que não divulgassem fatos supostamente ligados à vida íntima dos padres.

Um dos seminaristas, que morava em Cajazeiras, estaria morando em São Paulo. Já os outros dois são de João Pessoa, segundo o major José Ronaildo. Os três foram expulsos por problemas disciplinares dentro da arquidiocese. “Há suspeita de que havia um relacionamento homossexual entre eles, um deles, inclusive, chegou a confessar o interesse em um dos colegas”, revelou. Os três ex-seminaristas não teriam se conformado, segundo a versão da polícia, e iniciado uma série de ataque aos religiosos.

O inquérito está sob responsabilidade do delegado Luiz Barbosa Neto, da Delegacia Regional de Cajazeiras. Ele recebeu o inquérito ontem e uma das primeiras providências foi ouvir o bispo Dom José Gonzáles, responsável pela diocese de Cajazeiras. “Recebi o inquérito às pressas e ainda não tenho maiores informações. Vou começar a ouvir as partes para podermos chegar aos responsáveis pela denúncia”, garantiu o delegado.

Em nota divulgada à imprensa, o bispo disse que ele e outras pessoas passaram a receber telefonemas, e-mails e torpedos, de origem desconhecida, denegrindo o clero e seminaristas com difamações e calúnias, em linguagem desrespeitosa, agressiva e mesmo pornográfica. “Por fim, as mensagens passaram a conter ameaças de todo tipo, também de morte, pessoais e até coletivas, tentando criar um clima de terror e de chantagem, com caráter extorsivo”, dizia a nota da Diocese de Cajazeiras.


Motorista suspeito de abuso 0 30

motorista acusado de abuso

Um motorista de 66 anos foi preso na manhã de ontem acusado de abusar sexualmente de uma menina de apenas 10 anos de idade. O crime aconteceu na manhã da última quarta-feira, mas a garota foi rápida e, assim que encontrou a mãe, relatou o que tinha acontecido na casa de sua bisavó, onde o acusado tinha lhe levado para passar a tarde. Ele trabalhava como motorista para a família da vítima há pouco mais de um ano, mas só agora teria demonstrado um comportamento libidinoso, beijando o rosto e acariciando as partes íntimas da garota.

De acordo com o depoimento prestado pela criança na Delegacia de Crimes Contra a Infância e Juventude, o suspeito estava levando-a para a casa de sua bisavó, mas parou o veículo num posto de gasolina e comprou guloseimas e um jogo para ela. Além dos agrados, o motorista deu o troco da compra para a menina. “Na casa da minha bisavó, ele me chamou para brincar com o jogo, deu um beijo na minha testa e olhou para cima, para ver se havia alguém olhando. Eu perguntei porquê ele estava olhando para o alto e ele disse que era porque ali tinha muita gente curiosa”, contou a vítima, em depoimento.

Após o beijo na testa, o motorista chamou a criança para outro terraço, que serve como garagem da casa, e passou a beijar todo o rosto e acariciar as partes íntimas da menina, que logo arranjou um argumento e saiu correndo do local. “A criança disse que sua mãe estava telefonando e saiu imediatamente da garagem. Quando foi sair com a bisavó para ir ao médico, a menina chamou a empregada da casa para ir junto, com medo que o motorista tentasse abusá-la novamente. Apesar de ter apenas 10 anos, ela é uma garota bem instruída, que assim que encontrou a mãe, denunciou a atitude do empregado da família”, contou a delegada Joana D’arc Sampaio Nunes, que assumiu o caso.

Os pais da garota ficaram chocados com o que aconteceu e, assim que a menina relatou o fato, procuraram a Delegacia de Crimes Contra a Infância e a Juventude. “Quando me encontrou à noite, minha filha disse que tinha um assunto sério para conversar comigo. Mal esperou chegar em casa e disse o que o motorista tinha feito. Estamos chocados porque a gente cuida de uma filha com todo carinho e um monstro desse vem fazer mal à ela, mas estamos orgulhosos porque ela soube agir da melhor maneira”, relatou a mãe da criança.

Na delegacia, o suspeito negou todas as acusações. “Eu não fiz nada disso. Só comprei doce para ela. Não sei porque ela tá fazendo isso”, alegou. O motorista, que é casado e pai de oito filhos, responderá pelo crime de abuso sexual contra vulnerável e pode ficar detido por um período de 8 a 15 anos de reclusão se for condenado pela justiça.


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