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Depois das greves de médicos e professores do Estado e do Município de João Pessoa, agora os servidores das Universidades Federais da Paraíba (UFPB) e de Campina Grande (UFCG) paralisarão as atividades. A partir de hoje, cerca de 5.800 funcionários públicos que atuam nos campi das duas instituições deixam de trabalhar para reivindicar melhorias salariais. Ainda nesta manhã, serão realizadas assembleias gerais nas duas universidades para definir os rumos da greve.

Para o Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (SintesPB), o grande impasse dessa paralisação é em relação aos servidores que atuam nos Hospitais Universitários (HU). Na manhã de ontem, uma assembleia realizada no auditório do HU Lauro Wanderley avaliou a melhor forma de adesão daqueles funcionários à greve. “A gente entende que é uma situação mais complexa, pois existem consultas agendadas. Vamos ver como os servidores do HU poderão participar de alguma forma da manifestação”, disse Rômulo Xavier, presidente do Sintes PB. A situação desses funcionários só será decidida na próxima terça-feira.

Excluindo o hospital, os demais setores das universidades vão parar completamente nesta quarta, como as bibliotecas centrais e setoriais, os laboratórios, os restaurantes universitários e todas os setores que dependem dos servidores públicos. De acordo com Rômulo Xavier, trata-se de uma paralisação nacional que já havia sido autorizada pela Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) para o último dia 6. A UFPB e UFCG só aderem à greve unificada a partir de hoje porque tinham que cumprir alguns prazos de convocação de assembleia e comunicação aos gestores das universidades.

Cerca de 30 mil estudantes da UFPB e 16 mil da UFCG podem ser prejudicados com a paralisação dos servidores. Os cursos quem têm prática de laboratório, de um modo geral, são os mais atingidos. De acordo com o presidente do Sintes PB, em menos de duas semanas de greve é possível que os aulas em áreas como saúde e engenharia tenha suas atividades diretamente afetadas.

O comando de greve recomenda que os servidores que participarão das reivindicações estejam em campo por todos os dias da paralisação. A reitoria da UFPB esclarece que as reivindicações feitas pelo SintesPB são diretamente ao Governo Federal e não tem a ver com a administração da instituição. A última greve dessa categoria no Estado foi realizada em 2007.

Os campi de João Pessoa, Areia, Bananeiras, Mamanguape e Rio Tinto, que compõem a UFPB, e de Campina Grande, Pombal, Patos, Cajazeiras, Sousa, Sumé e Cuité, da UFCG, paralisarão. Em todo o Brasil, os servidores de 13 universidades já aderiram à greve.

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