presidio serrotao campina grande

“A Polícia Militar deve responder pela fuga dos seis presos e da morte de um detento no Presídio do Serrotão”. Foi o que afirmou ontem o diretor da unidade penitenciária, Ednaldo Correia, em relação ao fato ocorrido na madrugada do último sábado, quando seis detentos dos pavilhões 6 e 8 escaparam do presídio em Campina Grande e um faleceu eletrocutado na rede elétrica que isola a detenção. Até o fechamento desta edição nenhum dos presidiários havia sido recapturado.

A direção do Serrotão assegura que a responsabilidade pela segurança da parte do muro que isola os detentos é da PM, devendo por este motivo prestar esclarecimento sobre o fato. “Supostamente, não havia policiais nas guaritas 13 e 14, entre as quais fugiram os presos ou os soldados estavam dormindo ou houve conivência para a realização da fuga. Vale salientar que este é um trabalho de responsabilidade da polícia. Nossa responsabilidade é com os portões de entrada e com o interior do presídio”, afirmou.

Ednaldo disse que o problema de guaritas desguarnecidas vem ocorrendo desde dezembro, fato que levou a direção a encaminhar vários ofícios ao comando da Polícia Militar. Apesar dos apelos, segundo ele, até o presente momento nenhuma providência foi tomada e, como resultado, os presos estão se aproveitando da deficiência para fugir da prisão. Informações de um sargento da PM que não quis se identificar dão conta que a ausência de policiais nas guaritas está ocorrendo devido a deficiência no contingente militar.

O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, João da Mata, disse que a declaração do diretor da unidade penitenciária foi um tanto precipitada. Segundo João da Mata, havia policiais em todas as guaritas do Serrotão na ocasião do fato. Ele defende que os policiais cumpriram com a obrigação, inclusive, atirando para o alto, com o objetivo de alertar os demais companheiros e à direção do Serrotão para o fato.

O sistema de câmeras do circuito interno do Serrotão registrou a fuga dos presos, inclusive o detento Edmarcos Chagas Gomes sendo carbonizado pela descarga elétrica da rede de segurança, com mais de 7 mil watts de potência. Ele cumpria pena por ter assassinado um agente penitenciário no interior do Estado. Conseguiram escapar do presídio José Severino da Silva, José Paulo Henrique da Silva, Ronaldo Souza Silva, Alexsandro Brito Dantas, Cristiano Nunes da Silva e André de Souza.


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