Divergências | Governistas não se entendem 0 157

lindolfo pires

A falta de união entre os membros da bancada de apoio ao governo do Estado na Assembleia Legislativa, que não conseguem formar quórum para votar os projetos de interesse do Poder Executivo, começa a tomar forma.

Na manhã de ontem, o deputado estadual José Aldemir (Dem) chamou o líder da situação, deputado Lindolfo Pires (Dem) de equivocado, devido às informações prestadas em relação ao que de fato aconteceu durante a sessão da terça-feira (14), quando parlamentares teriam sido impedidos de participar da contagem de presentes para formação do quórum.

“Lindolfo Pires disse que eu e o deputado Janduhy Carneiro havíamos sido barrados pelos deputados que fazem oposição ao governo do estado para que não tivéssemos acesso ao plenário para não dar quórum, mas isso não procede porque eu sei o meu papel como parlamentar e não fugiria disso”, afirmou o deputado José Aldemir.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Lucro do Santander cresce 25% no 1º trimestre 0 179

santander noticias

O Santander Brasil apresentou lucro líquido gerencial de R$ 2,859 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que mostra um crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período de 2017. A cifra exclui itens extraordinários. Em termos societários, o lucro foi de R$ 2,820 bilhões, alta de 54,6% em relação ao apresentado nos três meses iniciais do ano passado. O resultado gerencial superou a média das projeções de analistas consultados pelo Valor, que indicava um lucro de R$ 2,689 bilhões.

Com o resultado, o Brasil contribuiu com 27% do lucro global do banco. A subsidiária gerou um retorno ajustado sobre o patrimônio líquido anualizado de 19,1%, com alta 3,2 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2017.

O impacto da queda da Selic ainda não impactou a margem financeira, que aumentou 14,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017 e alcançou R$ 10,163 bilhões entre janeiro e março. Os spreads nas operações de crédito voltaram a subir, chegando a 10% no primeiro trimestre, ante 8,9% no mesmo período de 2017 e 9,7% no quarto trimestre. Segundo o banco, a melhora na margem se deu pela expansão das operações de crédito e das receitas com atividades de mercado, especialmente tesouraria.

A carteira de crédito incluindo avais e fianças somou R$ 353,920 bilhões em março – alta de 8,7% em relação ao mesmo período de 2017 e de 1,7% ante dezembro. A expansão se deu principalmente nos segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo, com alta anual de mais de 21%. A carteira de pequenas e médias empresas cresceu 5,6%, enquanto a de grandes encolheu 6,5%. O banco tem privilegiado operações com famílias e empresas de menor porte, cujos spreads são mais altos.

A inadimplência (atraso superior a 90 dias) representava 2,9% da carteira no fim do primeiro trimestre. O número recuou 0,3 ponto em relação a dezembro e ficou estável na comparação com março de 2017. A taxa de calotes de pessoa jurídica diminuiu 0,5 ponto em relação ao fim de 2017, para 2%. A de pessoas físicas se manteve em 3,7%.

As despesas líquidas com créditos de liquidação duvidosa (PDD) surpreenderam ao subir 17,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2017 para R$ 2,652 bilhões – além do crescimento na carteira, houve um menor volume de recuperações. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, as despesas com PDD recuaram 0,1%.

Também contribuiu para o resultado a alta de 11,5% nas receitas de serviços e tarifas bancárias, que totalizaram R$ 4,134 bilhões entre janeiro e março.

Financiamento parcela sem juros é descartado pelo Governo 0 191

financiamento sem juros

O Banco Central não tem intenção de acabar com o parcelamento sem juros por meio do cartão de crédito, afirmou o presidente da autarquia, Ilan Goldfajn. Ao responder pergunta sobre a proposta de terminar com a modalidade, Ilan, que participou ontem de painel na Câmara do Comércio Brasil-Espanha, explicou não existir proposta formal sobre o tema.

“De jeito nenhum estamos querendo acabar com o financiamento do lojista”, ponderou o presidente do BC. “Há apenas discussões preliminares para reduzir o custo do cartão de crédito e essas conversas reúnem todos os participantes do mercado, inclusive os varejistas”, disse.

Conforme Ilan, o problema não é o financiamento sem juros em si, mas a necessidade de “endereçar esses custos de alguma maneira; todo mundo sabe que não existe nada sem custo”.

O presidente do BC explicou que a ideia é deixar mais transparente para o consumidor o que está envolvido na oferta da modalidade. O alto custo do uso dos cartões de crédito é um dos pontos que a autarquia incluiu na agenda batizada de “BC+”. O presidente lembrou ainda que a autoridade alterou as regras do rotativo do cartão e que isso provocou queda dessa taxa.

Dentro da agenda, o BC tem trabalhado para reduzir o custo do crédito. Na apresentação, Ilan citou o indicador de custo de crédito (ICC), que atinge hoje um ponto médio de 21,4% e spread médio de 14,1%. “Essa é a taxa da economia brasileira, e é alta, mas está caindo. Temos espaço para uma queda maior do spread.”

Questionado sobre outro tema polêmico, o da proposta que circula no Congresso de instituir um mandato duplo para o BC, que contemple inflação e emprego, Ilan preferiu esquivar-se de se posicionar sobre a ideia. O presidente da instituição sugeriu, no entanto, que os BCs, de um modo geral, vão além do mandato de estabilidade e convergência de inflação às metas. “Nenhum BC do mundo acaba não olhando para a atividade”.

Cálculo de Financiamentos par consumidor

Ilan reafirmou apenas que “o objetivo principal do BC é entregar a inflação nas metas”. Embora não tenha deixado clara sua posição sobre o mandato duplo, o presidente do BC voltou a defender a autonomia formal do órgão, como um fator importante para diminuir incertezas no longo prazo.

Existem sites gratuitos que fazem simulações de financiamentos, auxiliando assim o consumidor a calcular os juros cobrados por empréstimos. Um exemplo é SimularFinanciamento.com, uma aplicação online bem útil para o cliente.

O presidente do BC reiterou a trajetória positiva da economia brasileira na atualidade. Segundo Ilan, a atividade no país deve ter crescido mais de 1% em 2017 e a instituição trabalha com um avanço de 2,8% neste ano, com possibilidade de o BC revisar o número para cima, caso as condições favoráveis se mantenham e os riscos de baixa não se materializem. “Espero que a economia passe a crescer entre 2,5% e 3% daqui em diante”, disse.

Segundo Ilan, o fato de o ano ter iniciado com inflação abaixo da meta “dá um colchão para o caso de haver mais incertezas [no exterior]”. Para ele, o cenário base para este e o próximo ano é de trajetória de inflação de volta às metas.

Esse cenário de inflação baixa, no entanto, depende da continuidade das reformas estruturais. Mesmo após o governo ter desistido de votar as mudanças na Previdência, Ilan ressaltou que o Brasil precisa “continuar no caminho de ajustes e reformas para manter a inflação baixa, a queda da taxa de juros estruturais e a recuperação sustentável da economia”.

O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, que também comanda a Câmara Espanhola de Comércio e fez a abertura do evento, reforçou a mensagem. O executivo afirmou que reduzir a taxa de juros é um trabalho estrutural, e não resultado de uma “canetada”. “Estamos no início de uma das maiores revoluções econômicas. As reformas são importantes para que a gente consiga manter esse nível de taxa de juros”, disse.

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