Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são “fracassos” para a diplomacia 0 309

Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são "fracassos" para a diplomacia 1

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, criticou a decisão dos Estados Unidos de impor sanções a ele, chamando a medida de “fracasso” da diplomacia.

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A visão do chanceler iraniano sobre as sanções estadunidenses

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Falando em uma coletiva de imprensa em Teerã na segunda-feira, Zarif lamentou que, apesar de suas chamadas para conversas, os EUA não estavam interessados ​​em diplomacia para resolver o impasse nuclear.

“Impor sanções contra um ministro das Relações Exteriores significa fracasso [em qualquer esforço nas negociações]”, disse Zarif, acrescentando que isso também significa que o lado que impõe as medidas é “negociações opostas”.

As sanções

Na quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA disse estar impondo sanções a Zarif por agir em nome do líder supremo iraniano Ali Hosseini Khamenei – que também está sujeito a sanções impostas recentemente pelos Estados Unidos.

Teerã e Washington estão presos em uma batalha de nervos desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump se retirou de um acordo histórico de 2015, colocando limites ao programa nuclear iraniano.

Desde então, ele reimplantou a punição de sanções ao Irã, incluindo medidas destinadas a reduzir suas exportações de petróleo a zero, como parte de uma campanha destinada a pressionar Teerã a negociar um novo acordo nuclear.

Questionado sobre relatos de que ele havia sido convidado para encontrar Trump na Casa Branca, Zarif disse que recusou a oferta apesar da ameaça de sanções.

“Disseram-me em Nova York que seria sancionada em duas semanas, a menos que eu aceitasse a oferta, que felizmente não aceitei”, disse o ministro iraniano.

A conferência de imprensa de Zarif aconteceu um dia depois de o Irã anunciar que suas forças haviam apreendido um navio estrangeiro no Golfo, suspeito de transportar combustível contrabandeado.

Foi a terceira apreensão de um navio pela Guarda Revolucionária nas últimas semanas e a mais recente demonstração de força pela força paramilitar em meio ao aumento das tensões.

Navios detidos

A imprensa iraniana informou que sete tripulantes foram detidos quando o navio foi apreendido na quarta-feira com “combustível contrabandeado” do Irã, mas não forneceu detalhes sobre a embarcação ou a nacionalidade da tripulação.

Em 18 de julho, os guardas disseram que haviam detido o MT Riah, de bandeira do Panamá, por supostos contrabando de combustível.

Um dia depois, eles anunciaram que haviam apreendido a Stena Impero, de bandeira britânica, no Estreito de Ormuz, por violar “regras marítimas internacionais”.

Em resposta a tais incidentes, os EUA têm procurado formar uma coalizão cuja missão é garantir a liberdade de navegação no Golfo.

Mas Zarif disse que Washington não conseguiu reunir apoio suficiente para a iniciativa.

“Hoje, os Estados Unidos estão sozinhos no mundo e não podem criar uma coalizão. Os países que são seus amigos têm vergonha de estar em uma coalizão com eles”, disse ele, referindo-se a relatos de que alguns países, incluindo a Alemanha, se recusaram a participar. participar da missão.

“Eles trouxeram essa situação para si mesmos, com a violação da lei, criando tensões e crises.”

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, reiterou que a Alemanha não se uniria à missão naval liderada pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, acrescentando que Berlim favorecia uma missão européia, mas advertiu que é difícil fazer progressos nesse sentido.

“No momento, os britânicos preferem participar de uma missão americana. Não faremos isso”, disse Maas a repórteres.

Em junho, o Irã derrubou um drone de vigilância americano na passagem estratégica.

Trump chegou perto de retaliar, mas disse que ele cancelou um ataque aéreo no último momento. Washington afirmou que um navio de guerra americano derrubou um drone iraniano no estreito. O Irã nega perder qualquer aeronave na área.

Zarif, no entanto, não descartou conversas no futuro.

“Na minha opinião, as negociações e a diplomacia nunca vão acabar. A negociação sempre esteve e sempre estará na minha agenda. Mesmo em tempos de guerra, as negociações existirão.”

Fonte:Al Jazeera

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Graduada e Mestre em História. Faço parte da equipe de redação do portal TV É Brasil. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Uma verdadeira amante da cultura, arte e entretenimento.

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Confrontos eclodem em protesto em Paris contra reforma da previdência 0 81

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Diversos manifestantes tomaram as ruas de Paris neste sábado (04/01) contra os planos de reforma da previdência que o governo francês está tentando implementar no país. A estação Gare du Nord e Gare de I’Est contou com a presença de muitos, onde houve a necessidade da polícia intervir para conter a multidão.

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Diversos manifestantes e também ativistas dos “coletes amarelos”, conhecidos na região, acabaram colocando fogo em cestos de lixo e causavam alvoroço pela região. A polícia então atirou gás lacrimogêneo contra a multidão.

Parte da França vem sendo prejudicada com as greves nos transportes desde o último mês. Outra manifestação já está marcada para o dia 09 de janeiro.

Saque imediato do FGTS em 2020 não terá impacto do novo salário mínimo.

Comunicado de Macron

Emmanuel Macron fez um comunicado para a população, explicando o porque as reformas são necessárias. Segundo ele hoje o sistema de aposentadorias é muito complicado e que há uma necessidade de simplificar isso.

Porém os adversários políticos do atual presidente dizem para a grande massa da população que será necessário trabalhar muito mais tempo para conseguir se aposentar.

Manifestantes disseram:

“A população francesa precisa pensar um pouco sobre qual o tipo de sociedade elas querem, em um nível mais pessoal, caso você tenha 20, 30, 40 ou mais anos, um dia se aposentará. Caso este sistema seja aprovado como foi apresentado, a catástrofe social está garantida. Em reformas anteriores a população que se aposentou, está recebendo pensões baixíssimas.”

Milícia Iraquiana ameaça Estados Unidos após ataque neste domingo 0 90

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Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra uma área em que se encontrava um grupo do Kataib Hezbollah, que são apoiados pelo Irã. Os ataques aconteceram neste domingo (29/12) e logo depois a milícia iraquiana se manifestou sobre o caso e informou que haverá dura reação contra os militares americanos no país.

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Os aviões dos EUA atingiram regiões do Iraque e também da Síria, onde acabaram matando ao menos 25 integrantes do grupo que é publicamente apoiado pelo Irã. Estados Unidos e Irã vem vivendo uma guerra nos últimos meses, onde o último a tomar uma atitude mais drástica, foi o Irã quando derrubou um drone americano de milhares de dólares.

Outro motivo recente dos Estados Unidos ter realizado este ataque no domingo, foi a morte de um dos prestadores de serviços civil norte-americano. Ele foi morto logo após um ataque contra a base militar iraquiana na região.

Taj Mahal é evitado por turistas por conta de protestos na Índia.

Mortos e feridos

Segundo as fontes locais, ao menos 25 morreram e outros 55 estão feridos. No total foram três ataques aéreos na região.

O comandante sênior, Jamal Jaafar Ibrahimi, que é conhecido na região como Abu Mahdi al-Mohandes, disse que o sangue dos milicianos não será em vão. Eles prometeram uma reação dura contra as forças americanas no Iraque.

Jamal é o responsável pelas Forças de Mobilização Popular do Iraque (PMF), um grupo de paramilitares que contam com integrantes principalmente das milícias xiitas que são apoiadas pelo Irã. O grupo foi inclusive recentemente integrado às Forças Armadas Iraquianas.

O governo do Irã também se manifestou e disse que os bombardeios feito pelos Estados Unidos são classificados como “terrorismo”.

Estados Unidos

Nesta segunda-feira (30/12), os Estados Unidos reforçou a segurança em Nívive, uma região localizada ao norte do Iraque. Há diversos jatos liderados por Washington, garantindo a segurança do perímetro das bases militares localizadas em Qayarah e Mosul.

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