Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são “fracassos” para a diplomacia 0 132

Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são "fracassos" para a diplomacia 1

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, criticou a decisão dos Estados Unidos de impor sanções a ele, chamando a medida de “fracasso” da diplomacia.

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A visão do chanceler iraniano sobre as sanções estadunidenses

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Falando em uma coletiva de imprensa em Teerã na segunda-feira, Zarif lamentou que, apesar de suas chamadas para conversas, os EUA não estavam interessados ​​em diplomacia para resolver o impasse nuclear.

“Impor sanções contra um ministro das Relações Exteriores significa fracasso [em qualquer esforço nas negociações]”, disse Zarif, acrescentando que isso também significa que o lado que impõe as medidas é “negociações opostas”.

As sanções

Na quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA disse estar impondo sanções a Zarif por agir em nome do líder supremo iraniano Ali Hosseini Khamenei – que também está sujeito a sanções impostas recentemente pelos Estados Unidos.

Teerã e Washington estão presos em uma batalha de nervos desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump se retirou de um acordo histórico de 2015, colocando limites ao programa nuclear iraniano.

Desde então, ele reimplantou a punição de sanções ao Irã, incluindo medidas destinadas a reduzir suas exportações de petróleo a zero, como parte de uma campanha destinada a pressionar Teerã a negociar um novo acordo nuclear.

Questionado sobre relatos de que ele havia sido convidado para encontrar Trump na Casa Branca, Zarif disse que recusou a oferta apesar da ameaça de sanções.

“Disseram-me em Nova York que seria sancionada em duas semanas, a menos que eu aceitasse a oferta, que felizmente não aceitei”, disse o ministro iraniano.

A conferência de imprensa de Zarif aconteceu um dia depois de o Irã anunciar que suas forças haviam apreendido um navio estrangeiro no Golfo, suspeito de transportar combustível contrabandeado.

Foi a terceira apreensão de um navio pela Guarda Revolucionária nas últimas semanas e a mais recente demonstração de força pela força paramilitar em meio ao aumento das tensões.

Navios detidos

A imprensa iraniana informou que sete tripulantes foram detidos quando o navio foi apreendido na quarta-feira com “combustível contrabandeado” do Irã, mas não forneceu detalhes sobre a embarcação ou a nacionalidade da tripulação.

Em 18 de julho, os guardas disseram que haviam detido o MT Riah, de bandeira do Panamá, por supostos contrabando de combustível.

Um dia depois, eles anunciaram que haviam apreendido a Stena Impero, de bandeira britânica, no Estreito de Ormuz, por violar “regras marítimas internacionais”.

Em resposta a tais incidentes, os EUA têm procurado formar uma coalizão cuja missão é garantir a liberdade de navegação no Golfo.

Mas Zarif disse que Washington não conseguiu reunir apoio suficiente para a iniciativa.

“Hoje, os Estados Unidos estão sozinhos no mundo e não podem criar uma coalizão. Os países que são seus amigos têm vergonha de estar em uma coalizão com eles”, disse ele, referindo-se a relatos de que alguns países, incluindo a Alemanha, se recusaram a participar. participar da missão.

“Eles trouxeram essa situação para si mesmos, com a violação da lei, criando tensões e crises.”

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, reiterou que a Alemanha não se uniria à missão naval liderada pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, acrescentando que Berlim favorecia uma missão européia, mas advertiu que é difícil fazer progressos nesse sentido.

“No momento, os britânicos preferem participar de uma missão americana. Não faremos isso”, disse Maas a repórteres.

Em junho, o Irã derrubou um drone de vigilância americano na passagem estratégica.

Trump chegou perto de retaliar, mas disse que ele cancelou um ataque aéreo no último momento. Washington afirmou que um navio de guerra americano derrubou um drone iraniano no estreito. O Irã nega perder qualquer aeronave na área.

Zarif, no entanto, não descartou conversas no futuro.

“Na minha opinião, as negociações e a diplomacia nunca vão acabar. A negociação sempre esteve e sempre estará na minha agenda. Mesmo em tempos de guerra, as negociações existirão.”

Fonte:Al Jazeera

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Graduada e Mestre em História. Faço parte da equipe de redação do portal TV É Brasil. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Uma verdadeira amante da cultura, arte e entretenimento.

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Imenso furacão do universo está ativo a mais de 300 anos 0 126

furacao de jupter ativo a mais de 300 anos

Você sabia que há um furacão em um dos planetas de nosso sistema solar que está ativo a mais de 300 anos? Sim, um furacão gigante com o diâmetro de um planeta Terra está girando e em atividade desde que há os primeiros relatos de sua observação.

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Ele está localizado em Júpiter. Nesta última semana a agência espacial americana, NASA, divulgou uma imagem recente deste planeta, que está entre os gigantes gasosos do nosso Sistema Solar.

Todos os anos desde 2014 a Nasa vem divulgando imagens através de um programa que é conhecido como “O legado dos Planetas Exteriores”. Ele for criado para monitorar o funcionamento da atmosfera de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, com fotos anuais.

O furacão de Júpiter

Até pouco tempo atrás não era possível saber o que significava uma mancha vermelha do planeta gasoso, mesmo com imagens de centenas de anos atrás. Porém recentemente graças a qualidade das imagens destes planetas, foi possível definir que a Mancha Vermelha de Júpiter é na verdade um furacão gigantesco, do tamanho da Terra, que está ativo a muito tempo.

O furacão já conta com mais de 300 anos apenas em relatos, porém estudiosos acreditam que ele está em atividade a muito mais tempo. O ponto é que ele vem encolhendo ao longo dos últimos anos. A algumas décadas acreditava-se que o seu tamanho era o suficiente para caber dois ou três planetas Terra, hoje o diâmetro apesar de ainda ser gigantesco, cabe apenas uma.

A primeira descrição de uma mancha “vermelha” no planeta que se tem relato histórico ocorreu em 1664, por Robert Hooke. No ano seguinte, o astrônomo italiano Giovanni Cassini, descreveu a mancha no hemisfério sul do planeta, reafirmando o relato sobre a “mancha”.

Furacão Mancha Vermelha de Júpiter

Mas as imagens mais nítidas dos últimos anos concluíram que o furacão inicia o seu vórtice na alta atmosfera e continua nas camadas inferiores das nuvens de Júpiter, onde cada camada conta com uma temperatura diferente e composições químicas que ainda não puderam ser exploradas.

A ponta final ou toda o “comprimento” do furacão deve ter ao menos 1.200 quilômetros segundo estudiosos. A medição não é precisa pois ainda é impossível observar abaixo das nuvens, mas o tamanho assim como tudo no planeta é algo de proporções enormes.

Impacto de asteroide na Terra, Nasa já se prepara!

Todos os anos desde 1830 esta “mancha” vem sendo monitorada por astrônomos. Os relatos concluem que ano após ano ela vem diminuindo em grandes proporções.

Mesmo diante das excelentes imagens do telescópio Hubble, não é possível conhecer o que vem causando a perda de energia do furacão. Outro apoio de exploração sobre o planeta é a sonda Juno, que atualmente está estudando o comportamento da atmosfera através da medição de temperatura.

A sonda é equipada com instrumentos que emitem micro-ondas e podem fazer medições com no máximo 10 quilômetros de profundidade, algo minúsculo diante de um planeta tão enorme.

Explosão radioativa misteriosa é confirmada na Rússia 0 112

Explosão radioativa misteriosa é confirmada na Rússia 5

Na última quinta-feira (07/08) houve uma explosão de um foguete da Rússia, onde houve indícios de propagação de radioatividade, que haviam sido “escondidos” pelas autoridades russas para a comunidade internacional.

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Porém a empresa estatal nuclear Rosatom confirmou a explosão e também a morte de cinco pessoas e outros três feridos, que estão atualmente internados com queimaduras graves. O acidente ocorreu durante testes em um dos motores de foguete com propulsão líquida.

O caso ganhou proporções internacionais pois se tratava de um teste com “fonte de energia do isótopo”, que deveria atuar diretamente no sistema de propulsão. Em outras palavras, a propulsão deveria ser feita com uma fonte de energia nuclear, munido de muita radiação.

Nyonoksa

Uma publicação no site da região de Nyonoksa informou que praticamente todos os sistemas de mísseis usados pela marinha russa são testados por lá, inclusive os mísseis balísticos intercontinentais que são lançados no mar, os mísseis antiaéreos e os mísseis de cruzeiro.

Assim que houve a explosão, autoridades da região de Severodvinsk, que fica a 47 quilômetros a leste de Nyonoksa, obtiveram níveis de radiação muito mais altos do que o normal por um período de 40 minutos. Porém segundo a região, os números voltaram “ao normal”.

explosao em severodvinks russia

Mas desde o episódio de Chernobyl, países vizinhos fazem suas próprias medições para “confiar” melhor nos resultados.

Diante da situação os moradores das cidades de Arkhangelsk e Severodvinsk na Rússia, chegaram a comprar todo o estoque de iodo medicinal das farmácias.

Ameaça radioativa

O desespero na região se deve ao fato de se tratar de uma experiência militar russa, com explosão, confirmação do uso de materiais radioativos no sistema de propulsão e também o uso de roupas de proteção química e nuclear pelos médicos que foram responsáveis por evacuar os feridos em Nyonoksa.

O temor que vem desde o desastre nuclear de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, fez com que todo o iodo acabasse pois houve uma nuvem de radiação espalhada por toda a Europa.

O aumento de radiação nos ares de Severodvinsk chegou a 2 microsieverts por hora, um número muito acima dos 0,11 microsievets que normalmente é computado na região. Porém mesmo diante do temor, os níveis de radiação neste caso são considerados muito pequenos para causar qualquer dano ao corpo humano.

As informações estão bem sigilosas e neste momento estão sob os critérios do Ministério da Defesa. Ele deu uma declaração de que não houve substâncias químicas nocivas lançadas na atmosfera e que os níveis de radiação estão entre o que é considerado “normal”.

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