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Petroleiros do Brasil participam de protestos contra reforma da previdência com greve

19 de junho de 2019

Petroleo Brasileiro SA iniciou uma greve de 24 horas em oito estados brasileiros como parte de protestos em todo o país contra uma proposta do governo para reformar as aposentadorias, disse o grupo de apoio FUP na sexta-feira.

Os protestos contra a Reforma da Previdência

As reformas previdenciárias, destinadas a restabelecer as finanças públicas e revitalizar uma economia enfraquecida, são ferozmente contestadas por alguns setores da sociedade por elevar a idade mínima de aposentadoria e as contribuições dos trabalhadores.

As greves do sindicato anunciadas na sexta-feira raramente afetam a produção por causa do uso de equipes de contingência.

Trabalhadores de nove refinarias, incluindo Reduc no Rio de Janeiro e Paulínia no estado de São Paulo, estavam participando da greve, que também afetou um terminal portuário da Petrobras em Pernambuco e uma fábrica de fertilizantes na Bahia, disse a FUP.

Na bacia de Campos, no Rio de Janeiro, os trabalhadores estavam mantendo as operações no mínimo, acrescentou.

No Rio de Janeiro, onde a companhia petrolífera está sediada, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes e estradas livres perto da área portuária, informou a TV Globo.

Na maior cidade do Brasil, São Paulo, o transporte público foi interrompido porque os trabalhadores do metrô aderiram à greve, afetando os horários dos trens e fechando algumas estações, a mídia local.

São Paulo sediará o jogo inaugural do torneio de futebol da Copa América, que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro deve participar à noite. Um plano especial está em vigor para garantir que os fãs cheguem ao estádio, de acordo com o departamento de transporte da cidade.

O andamento das manifestações

Bloqueios e manifestações em ruas e rodovias em São Paulo, incluindo a queima de pneus próximos ao aeroporto internacional da cidade, foram reportados.

Além de tentar bloquear as mudanças nas aposentadorias do setor público, os petroleiros protestavam contra “a privatização do sistema da Petrobras”, disse a FUP, referindo-se às vendas de ativos da companhia de petróleo para reduzir a dívida.