A China tem o presidente dos Estados Unidos que merece 0 82

A China tem o presidente dos Estados Unidos que merece 1

O The New York Times publicou uma matéria nesta quarta feira (22/05) onde cita que Donald Trump não é o presidente que os Estados Unidos merece, mas que ele é o presidente americano que certamente a China merece.

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A matéria cita que o instinto de Donald Trump é que os Estados Unidos tem a obrigação de reequilibrar a relação comercial com Pequim o quanto antes, para que a China não venha a se tornar grande demais (o que já é) e comprometer todo o comércio nacional. Neste ponto ele está corretíssimo, é preciso defender os ideais nacionais, nem que para isso custe toda sua reputação.

Porém é preciso que tanto os EUA como a China reconheçam este momento. Isso porque os laços comerciais entre o eixo EUA/China vem desde os anos 70, quando um país começou a “ajudar” o outro com relação a matéria prima e exportação de trabalho. Antes desta década cada um tinha o seu comércio e isso dificultava a evolução para ambos os lados.

Mas em 2001 a China ingressou na Organização Mundial do Comércio, o que ajudou ela a ser impulsionada para uma potência comercial, pois além de ampliar o poder de exportação, as regras davam à China diversas concessões ligadas ao desenvolvimento econômico.

Guerra Comercial

Porém chegamos a um ponto onde tanto os EUA como a China estão comercializando mundialmente praticamente as mesmas coisas, com indústrias semelhantes, aquisição de matéria prima, tecnologia e tudo se assemelha muito, mesmo a China tendo uma política nacionalista que acaba dificultando um pouco ainda mais a sua expansão.

A Guerra Comercial que está sendo travada entre as duas potências irá definir como os países irão se portar daqui pra frente, basicamente competindo no mesmo mercado e compartilhando de diversas indústrias. O assunto está tão presente na mídia justamente porque está nas mãos deles o futuro do mundo.

A matéria cita que para que tudo termine bem e seja vantagem para ambos os lados, Donald Trump precisa parar com sua provocação infantil através do Twitter, principalmente quando ele em tom de “superioridade” cita que as batalhas comerciais são fáceis de vencer. Ele precisa também criar o melhor acordo de rebalanceamento, mesmo que ele não seja capaz de zerar os problemas entre ambas as nações.

É preciso seguir em frente, não errar nas negociações e não esticar mais do que se deve esta guerra tarifária.

Do outro lado, Xi Jinping, atual presidente chinês, deverá reconhecer que a China não pode mais desfrutar dos privilégios comerciais dos últimos 40 anos. Saber que já foi feito tudo para poder ajudar a nação e que ela já é uma das principais potências mundiais. É preciso ir com calma com as políticas nacionalistas e parar de achar que porque chegou onde chegou, não existe mais “ladeira à baixo”.

Pequim não pode permitir que os Estados Unidos, indústrias e empresários acabem mudando sua produção de lugar, migrando o que foi construído nos últimos anos para qualquer outro lugar, menos a China.

Ambos os presidentes precisam entender que o comércio bilateral só trás vantagens para ambos os países. Então é preciso pensar bem e resolver o quanto antes essas discussões comerciais.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Trump se encontra com Theresa May e a rainha Elizabeth II 0 63

trump melina londres

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, chegou a Londres na manhã desta segunda-feira (03/06), onde deverá passar três dias no Reino Unido, com o foco de visitar a primeira ministra britânica, Theresa May e também a rainha Elizabeth II.

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Mas como o presidente americano gosta de uma polêmica, durante a viagem Trump lançou um tweet contra o prefeito de Londres, Sadiq Khan, criticando o seu trabalho na cidade. No tweet ele escreveu:

“Sadiq Khan, que faz um péssimo trabalho como prefeito de Londres, tem sido de modo insensato ‘desagradável’ com o presidente dos Estados Unidos, de longe o aliado mais importante do Reino Unido. Ele é um total perdedor que deveria se concentrar no crime em Londres, não em mim…”

Sadiq neste final de semana criticou toda a cordialidade que está sendo oferecendo ao americano, principalmente por ser apenas uma visita de Estado. O prefeito é do Partido Trabalhista e é contra as políticas adotadas por Trump, o comparando inclusive com os fascistas do século XX.

No seu artigo publicado no jornal The Observer ele compara o presidente aos extremistas Viktor Orban (Hungria), Marine Le Pen (França), Matteo Salvini (Itália) e Nigel Farage (Reino Unido. Além desta publicação, no final de 2017, Khan chegou a pedir à Theresa May que não realizasse qualquer convite para Trump ir até o Reino Unido.

Encabeçado inclusive por Khan e outros ativistas, a última visita de Trump em julho de 2018 teve diversos protestos. Foram usadas diversas faixas e até mesmo um balão inflável gigante do Trump bebê, encarado como uma verdadeira afronta pelos apoiadores do presidente.

Trump e a rainha Elizabeth II

Donald Trump e Melania Trump, a primeira dama dos Estados Unidos, devem se hospedar na residência do embaixador americano em Londres. O casal americano deve ser recebido em uma cerimônia privada pela rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, onde devem ter um agradável almoço.

Trump deve nesta tarde visitar a Abadia de Westminster, e depois tomar o famoso chá inglês, com o príncipe Charles e sua esposa Camila, herdeiros do trono britânico. A noite Trump deve reencontrar com a rainha Elizabeth, participando de um banquete.

Foto divulgação: Doug Mills/The New York Times

Mike Pompeo adverte a Alemanha sobre as consequências da compra da Huawei 0 62

mike pompeo

Os Estados Unidos pretendem educar seus parceiros internacionais sobre os riscos representados pelas redes sem fio de última geração fabricadas pela Huawei, da China, mas os aliados tomarão suas próprias decisões de compra soberanas, disse o secretário de Estado, Mike Pompeo.

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A pressão de Mike Pompeo

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Falando depois de uma reunião com seu colega alemão Heiko Maas em Berlim na sexta-feira, Mike Pompeo alertou que os EUA podem ter que reter dados sobre cidadãos ou sobre segurança nacional se não tivessem confiança nas redes que a Alemanha estava usando.

“Eles tomarão suas próprias decisões soberanas, (mas nós) falaremos abertamente sobre os riscos … e no caso da Huawei a preocupação é que não é possível mitigar aqueles em qualquer lugar dentro de uma rede 5G”, disse ele.

Os Estados Unidos não podem mais compartilhar informações confidenciais de segurança com nações que instalam redes de próxima geração, como as fabricadas pela Huawei na China, que consideram inseguras, disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na sexta-feira.

Pompeo e o encontro com seu homólogo alemão

Pompeo emitiu o alerta depois de se encontrar com seu homólogo alemão, Heiko Maas, em Berlim, que até agora tem estado com parceiros europeus em resistir aos pedidos dos EUA para proibir o fabricante estatal de redes móveis de 5G que estão sendo construídas.

Enquanto ele disse que todos os países tomariam suas próprias decisões soberanas sobre quais fabricantes usar, os Estados Unidos continuariam a avisá-los dos riscos, incluindo a possibilidade de que Washington teria que recusar informações.

“(Há) um risco, teremos que mudar nosso comportamento à luz do fato de que não podemos permitir que dados sobre cidadãos ou dados sobre segurança nacional passem por redes em que não temos confiança (in), ”Ele disse em uma coletiva de imprensa.

Espera-se que Mike Pompeo continue pressionando a questão em uma reunião com a chanceler Angela Merkel em sua viagem atrasada a Berlim, a primeira parada em uma viagem europeia de cinco dias que também o levará à Suíça, Holanda e Grã-Bretanha.

Pompeo pediu que a Grã-Bretanha, este mês, não use a tecnologia da Huawei para construir novas redes 5G, por causa de preocupações de que poderia ser um veículo para a espionagem chinesa.

Os Estados Unidos estão em desacordo com seus aliados alemães em uma série de questões, do comércio aos gastos militares e à não-proliferação nuclear.

A visita de Mike Pompeo havia sido marcada para o começo do mês, mas foi cancelada no último minuto, com o aumento das tensões sobre o Irã, em cujo programa nuclear Berlim e Washington não estão de acordo.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, respondendo a comentários semelhantes feitos pela Huawei no sábado, no Canadá, afirmou que os Estados Unidos ainda precisam provar que os produtos da Huawei apresentam um risco de segurança.

A Huawei anunciou que foi vítima de bullying pela administração dos EUA.

“A Huawei está se tornando vítima do bullying pela administração dos EUA. Este não é apenas um ataque contra a Huawei. É um ataque à ordem liberal baseada em regras. Isso é perigoso ”, disse Abraham Liu, representante da Huawei para as instituições da UE, a repórteres.

 

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