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A China tem o presidente dos Estados Unidos que merece

22 de maio de 2019

O The New York Times publicou uma matéria nesta quarta feira (22/05) onde cita que Donald Trump não é o presidente que os Estados Unidos merece, mas que ele é o presidente americano que certamente a China merece.

A matéria cita que o instinto de Donald Trump é que os Estados Unidos tem a obrigação de reequilibrar a relação comercial com Pequim o quanto antes, para que a China não venha a se tornar grande demais (o que já é) e comprometer todo o comércio nacional. Neste ponto ele está corretíssimo, é preciso defender os ideais nacionais, nem que para isso custe toda sua reputação.

Porém é preciso que tanto os EUA como a China reconheçam este momento. Isso porque os laços comerciais entre o eixo EUA/China vem desde os anos 70, quando um país começou a “ajudar” o outro com relação a matéria prima e exportação de trabalho. Antes desta década cada um tinha o seu comércio e isso dificultava a evolução para ambos os lados.

Mas em 2001 a China ingressou na Organização Mundial do Comércio, o que ajudou ela a ser impulsionada para uma potência comercial, pois além de ampliar o poder de exportação, as regras davam à China diversas concessões ligadas ao desenvolvimento econômico.

Guerra Comercial

Porém chegamos a um ponto onde tanto os EUA como a China estão comercializando mundialmente praticamente as mesmas coisas, com indústrias semelhantes, aquisição de matéria prima, tecnologia e tudo se assemelha muito, mesmo a China tendo uma política nacionalista que acaba dificultando um pouco ainda mais a sua expansão.

A Guerra Comercial que está sendo travada entre as duas potências irá definir como os países irão se portar daqui pra frente, basicamente competindo no mesmo mercado e compartilhando de diversas indústrias. O assunto está tão presente na mídia justamente porque está nas mãos deles o futuro do mundo.

A matéria cita que para que tudo termine bem e seja vantagem para ambos os lados, Donald Trump precisa parar com sua provocação infantil através do Twitter, principalmente quando ele em tom de “superioridade” cita que as batalhas comerciais são fáceis de vencer. Ele precisa também criar o melhor acordo de rebalanceamento, mesmo que ele não seja capaz de zerar os problemas entre ambas as nações.

É preciso seguir em frente, não errar nas negociações e não esticar mais do que se deve esta guerra tarifária.

Do outro lado, Xi Jinping, atual presidente chinês, deverá reconhecer que a China não pode mais desfrutar dos privilégios comerciais dos últimos 40 anos. Saber que já foi feito tudo para poder ajudar a nação e que ela já é uma das principais potências mundiais. É preciso ir com calma com as políticas nacionalistas e parar de achar que porque chegou onde chegou, não existe mais “ladeira à baixo”.

Pequim não pode permitir que os Estados Unidos, indústrias e empresários acabem mudando sua produção de lugar, migrando o que foi construído nos últimos anos para qualquer outro lugar, menos a China.

Ambos os presidentes precisam entender que o comércio bilateral só trás vantagens para ambos os países. Então é preciso pensar bem e resolver o quanto antes essas discussões comerciais.