Boeing 787 Dreamliner será leiloado para conter a imigração no México 0 170

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Andrés Manuel López Obrador, atual presidente do México, em um comunicado a imprensa neste último dia 12/06, anunciou que o Boeing 787 Deamliner e outros aviões da frota do governo estarão sendo leiloados nos próximos dias, com a finalidade de angariar fundos para cumprir com o acordo fechado na última semana com os Estados Unidos, sobre o controle de imigração.

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O acordo entre o México e os Estados Unidos para intensificar a patrulha na fronteira, aconteceu nesta última sexta-feira (07/06), evitando que Donald Trump elevasse em 5% as tarifas de importação de bens mexicanos. Sob ameaças para conter a imigração vinda da América Central, o México teve que começar a “se mexer” para ao menos demonstrar boa vontade neste assunto de contenção.

Em troca do fim do aumento da taxa de importação, o México se comprometeu a endurecer seus controles imigratórios, incluindo uma mobilização da força de segurança da Guarda Nacional, em uma de suas fronteiras mais ao sul, nos limites com a Guatemala.

Os aviões do governo mexicano

Manuel López disse que o plano sobre imigração será pago com a venda do luxuoso avião presidencial, não comprometendo em nada o orçamento do país e ainda evitando a taxação que geraria bilhões em prejuízos. Os lances iniciais pelo Boeing 787 Dreamliner que era usado pelo ex-presidente Enrique Peña Nieto, serão de US$ 150 milhões.

O avião conta com um interior super espaçoso, luxuosos, com um quarto e com selos oficiais do governo por diversas paredes. A sua venda já estava no radar do atual presidente, que tomou posse em dezembro e acha “desnecessário” desfrutar de tanto luxo.

  • O Boeing foi adquirido no fim de 2012, por um valor de US$ 218 milhões.

Além do Boeing, o governo pretende vender outras 60 aeronaves menores e 70 helicópteros. As vendas irão financiar o programa de imigração e também outras áreas, principalmente que envolvem programas sociais para pobres e idosos.

López Obrador é um presidente que está se recusando a desfrutar dos privilégios das elites no México, inclusive realizando seus voos em aviões comerciais. Ele também reduziu os salários de servidores de alto escalão e está combatendo fortemente a corrupção.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Bens da Venezuela foram congelados nos EUA e esta é a 1ª sanção contra o país 0 51

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Apesar de sempre ter sido contra o regime ditatorial da Venezuela, os Estados Unidos ainda não havia colocado sanções sobre o país da América do Sul, mas isso mudou nesta terça-feira (05/08). O governo americano anunciou sanções econômicas totais contra o governo venezuelano.

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As sanções congelam todos os bens do regime de Nicolás Maduro no país e proíbe quase todos os tipos de transações com o mesmo, exceto em situações que sejam completamente isentas.

A ordem executiva para as sanções foi assinada ainda nesta segunda-feira (05/08) pelo presidente Donald Trump.

Surpresa no ocidente

Era fato que os EUA estava disposto a intervir contra a política praticada por Maduro contra o país, mas esse tipo de ação contra um governo ocidental aconteceu pela primeira vez em um período de mais de 30 anos. Agora a Venezuela se junta ao grupo de países com duras sanções americanas que conta com a Coreia do Norte, Síria, Irã e Cuba.

“Todas as propriedades e interesses em propriedade do Governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos … estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados”

Este foi o comunicado oficial da ordem executiva.

O Wall Street Journal publicou uma matéria onde as sanções que forma inclusas nesta ordem, concede 21 isenções de organizações internacionais e que sejam não governamentais, sobre trabalhos voluntários e distribuição de remédios, internet, alimentos e também correspondências.

Sanções econômicas à Venezuela

Os Estados Unidos havia bloqueado mais de 100 entidades e pessoas ligadas ao regime de NIcolás Maduro, onde boa parte aconteceu no último dia 25 de julho, que incluiu os filhos do presidente. Esta é uma pressão para que Maduro venha a deixar o poder na Venezuela, já que para os americanos Juan Guaidó é considerado o presidente interino do país.

Além dos EUA, o Brasil e outros 50 países também reconheceram Juan Guaidó como presidente. Do outro lado Maduro conta com apoio de outras nações gigantes, como a Rússia, que já até propôs ajuda militar se for o caso, a China e também a Turquia.

Tiroteio em El Paso poderá ser investigado como “terrorismo doméstico” 0 62

Tiroteio em El Paso poderá ser investigado como "terrorismo doméstico" 4

O tiroteio que matou 20 pessoas na cidade fronteiriça de El Paso, no Texas, será tratado como um caso de “terrorismo doméstico”, disseram autoridades dos Estados Unidos.

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EUA, o caso de El Paso e o terrorismo doméstico

Tiroteio em El Paso poderá ser investigado como "terrorismo doméstico" 5

O anúncio veio no domingo, quando o México declarou que vai tomar medidas legais para proteger seus cidadãos nos Estados Unidos. Seis mexicanos estão entre os que foram mortos no ataque de sábado contra uma loja do Walmart, segundo autoridades.

O governador do Texas, Greg Abbott, disse que o ataque parecia ser um crime de ódio, e a polícia citou um “manifesto” que atribuíram ao suspeito como evidência de que o derramamento de sangue era racialmente motivado.

Um promotor estadual disse que eles buscarão a pena de morte para o suspeito, Patrick Crusius, 21, de Allen, Texas.

O promotor norte-americano do distrito ocidental do Texas, John Bash, disse que as autoridades federais estão tratando o ataque com armas de fogo como um caso de “terrorismo doméstico”.

“E vamos fazer o que fazemos aos terroristas neste país, que é garantir uma justiça rápida e certa”, disse Bash a repórteres em uma coletiva de imprensa.

Ele disse que o ataque parecia “destinado a intimidar uma população civil, para dizer o mínimo”.

O chefe de polícia de El Paso, Greg Allen, disse que o suspeito estava cooperando com os investigadores.

“Ele basicamente não segurou nada”, disse Allen na entrevista coletiva de domingo, mas se recusou a elaborar.

A polícia disse que o suspeito abriu fogo com um rifle contra os compradores, muitos dos quais procuravam barganhas por suprimentos de volta às aulas, depois se renderam aos policiais que o confrontaram do lado de fora da loja.

Detalhes do caso

Os assassinatos no Texas foram seguidos apenas 13 horas depois por outro tiroteio em massa em Dayton, Ohio, onde um homem armado matou nove pessoas em menos de um minuto e feriu outras 27 no centro histórico da cidade antes de ser morto pela polícia.

‘Barbarismo xenófobo’

O Crusius vem de Allen, um subúrbio de Dallas, a 1.046 km a leste de El Paso, que fica ao longo do Rio Grande, em frente à fronteira dos EUA com o México, a partir de Ciudad Juarez.

Um comunicado de quatro páginas postado em um fórum online, que se acredita ter sido escrito pelo suspeito antes do ataque, o chamou de “uma resposta à invasão hispânica do Texas”.

O condado de El Paso é mais de 80 por cento latino, de acordo com os dados mais recentes do censo. Dezenas de milhares de mexicanos atravessam legalmente a fronteira todos os dias para trabalhar e fazer compras na cidade.

O presidente do México, Andres Manuel López Obrador, disse que seis cidadãos mexicanos estão entre as 20 pessoas mortas no tiroteio, e outras nove estão entre as 26 vítimas que ficaram feridas.

Marcelo Ebrard, ministro das Relações Exteriores do país, disse que o México tomará medidas legais “no marco do direito internacional”.

Análise: Por que os americanos são resistentes a mudanças na lei de armas? (04:36)
“O presidente me instruiu a garantir que a indignação do México se traduza em … ações legais eficientes, rápidas e eficazes para que o México assuma um papel e exija que sejam estabelecidas condições que protejam … os mexicanos nos Estados Unidos”, disse Ebrard. disse em um vídeo postado no Twitter.

Jesus Seade, vice-ministro das Relações Exteriores do México para a América do Norte, condenou o ataque e pediu o fim da retórica que incita à “barbárie xenófoba”.

“O mundo moderno não pode permitir tais atos de BARBARISMO XENÓFOBICO, que não acontecem no vácuo. CESSA completamente a RETÓRICA que os incita”, escreveu ele.

A retórica de Trump

Mais cedo no Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump, se referiu ao tiroteio como “um ato de covardia”.

“Eu sei que estou com todos neste país para condenar o ato odioso de hoje. Não há razões ou desculpas que justifiquem a morte de pessoas inocentes”, disse ele.

Candidatos à presidência democrata tentaram culpar Trump pelo tiroteio de El Paso, dizendo que sua linguagem contra minorias promoveu divisão racial e violência.

Cory Brooker, senador por Nova Jersey, disse no “State of the Union” da CNN que Trump era “responsável porque está alimentando medos, ódio e fanatismo”. Beto O’Rourke, um ex-congressista de El Paso, disse acreditar que Trump era um nacionalista branco que estava “encorajando mais racismo neste país”.

O chefe do Estado-Maior interino da Casa Branca, Mick Mulvaney, refutou as alegações dos democratas, no entanto.

Mulvaney chamou os recentes tiroteios de uma “dificuldade” enfrentada pelos EUA que “antecede essa administração por muitos e muitos anos”.

Ele disse que deve haver alguma discussão pública sobre as leis de armas, bem como o papel das mídias sociais, mas ressaltou que os atiradores em El Paso e Dayton são pessoas “doentes” e que “nenhum político é culpado por isso”.

Estes foram os 250 e 251 massacres em massa este ano nos EUA, de acordo com o Gun Violence Archive, uma ONG. Ele define um tiroteio em massa como um incidente em que pelo menos quatro pessoas são feridas ou mortas em um tiroteio.

Fonte:Al Jazeera

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