Novo imperador do Japão é proclamado neste dia 1º! 0 237

era reiwa japao

Hoje o Japão ganhou um novo imperador e a era Reiwa foi iniciada no país. A manhã deste dia 01 de maio de 2019 ficou marcada para os japoneses, pois o novo imperador Naruhito foi empossado logo após a abdicação de seu pai, Akihito.

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A cerimônia de transferência dos itens imperiais aconteceu nesta quarta, contando pela primeira vez na história com a presença de uma mulher na solenidade, a atual Ministra Satsuki Katayama. Para os entusiastas a nova era promete ser muito abençoada.

O novo imperador do Japão

A nova era Reiwa está nas mãos de Naruhito, de 59 anos, que assumiu oficialmente o Trono e Crisântemo do palácio imperial. Ele chega para subistituir seu pai, Akihito, que acabou abdicando o trono por conta de sua idade mais avançada.

Naruhito imperador japao

Esta foi a primeira vez em dois séculos que um monarca japonês deixou o seu posto ainda em vida. Akihito reinou por 30 anos e cinco meses, mas após um desejo de deixar o cargo em 2015, pois não se sentia mais capaz de exercer suas funções por conta da fragilidade de sua saúde e idade avançada, foram criadas leis em que ele poderia realizar a abdicação ainda em vida.

Em uma cerimônia considerada simples, a transferência dos objetos imperiais teve apenas dez minutos, com início programado para às 22h30 horário de Brasília e 10h30 horário local. Nesta cerimônia os camareiros apresentaram diante do novo imperador Naruhito os selos, joias e a espada do império japonês. Essa representação serve como prova legítima da sucessão do trono.

Na cerimônia estavam presentes também os integrantes da realeza masculina adulta e os representantes dos três ramos do governo japonês, onde estava também presente o primeiro-ministro Shinzo Abe. Naruhito estava vestido de um fraque ocidental durante a posse, algo diferente dos últimos imperadores, inclusive seu pai, que vestiram trajes pesados ligados diretamente a cultura oriental.

Akihito deixa o cargo aos 85 anos.

Sucessão imperial no Japão

Segundo a Lei da Casa Imperial, o imperador proclamado deve reinar até a sua morte. A abdicação não era algo possível até o momento. Mas isso aconteceu após um apelo de Akihito à Casa, citando que está muito debilitado para suas funções e que não é mais capaz de exercê-las.

Como Akihito é bem visto pela opinião pública, o congresso se sentiu “obrigado” a aceitar o singelo pedido do imperador. Ele foi o responsável por pedir desculpas pelas atitudes durante a 2ª Guerra e também a reconhecer que a família imperial conta com ancestrais coreanos.

  • No passado o imperador era a lei máxima do país, mas após a Segunda Guerra Mundial, em decorrência de um texto redigido pelos americanos para o fim da guerra, hoje o imperador é considerado o símbolo do Estado, porém a governabilidade fica a cargo do congresso japonês.

O Japão era um país feudal até 1868, quando eram governados por samurais. Mas o imperialismo do Ocidente acabou forçando a abdicação do regimento, em decorrência principalmente da necessidade de modernização do Estado, sendo iniciado a era Meiji.

A partir dela o imperador acabou ganhando a função de unificação nacional e também proporcionou a modernização do Japão, quando surgiram indústrias como a Sumitomo, Yasuada e a própria Mitsubishi.

Batalha de Winterfell, confira o trailer.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são “fracassos” para a diplomacia 0 54

Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são "fracassos" para a diplomacia 6

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, criticou a decisão dos Estados Unidos de impor sanções a ele, chamando a medida de “fracasso” da diplomacia.

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A visão do chanceler iraniano sobre as sanções estadunidenses

Ministro das Relações Exteriores do Irã diz que sanções estadunidenses são "fracassos" para a diplomacia 7

Falando em uma coletiva de imprensa em Teerã na segunda-feira, Zarif lamentou que, apesar de suas chamadas para conversas, os EUA não estavam interessados ​​em diplomacia para resolver o impasse nuclear.

“Impor sanções contra um ministro das Relações Exteriores significa fracasso [em qualquer esforço nas negociações]”, disse Zarif, acrescentando que isso também significa que o lado que impõe as medidas é “negociações opostas”.

As sanções

Na quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA disse estar impondo sanções a Zarif por agir em nome do líder supremo iraniano Ali Hosseini Khamenei – que também está sujeito a sanções impostas recentemente pelos Estados Unidos.

Teerã e Washington estão presos em uma batalha de nervos desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump se retirou de um acordo histórico de 2015, colocando limites ao programa nuclear iraniano.

Desde então, ele reimplantou a punição de sanções ao Irã, incluindo medidas destinadas a reduzir suas exportações de petróleo a zero, como parte de uma campanha destinada a pressionar Teerã a negociar um novo acordo nuclear.

Questionado sobre relatos de que ele havia sido convidado para encontrar Trump na Casa Branca, Zarif disse que recusou a oferta apesar da ameaça de sanções.

“Disseram-me em Nova York que seria sancionada em duas semanas, a menos que eu aceitasse a oferta, que felizmente não aceitei”, disse o ministro iraniano.

A conferência de imprensa de Zarif aconteceu um dia depois de o Irã anunciar que suas forças haviam apreendido um navio estrangeiro no Golfo, suspeito de transportar combustível contrabandeado.

Foi a terceira apreensão de um navio pela Guarda Revolucionária nas últimas semanas e a mais recente demonstração de força pela força paramilitar em meio ao aumento das tensões.

Navios detidos

A imprensa iraniana informou que sete tripulantes foram detidos quando o navio foi apreendido na quarta-feira com “combustível contrabandeado” do Irã, mas não forneceu detalhes sobre a embarcação ou a nacionalidade da tripulação.

Em 18 de julho, os guardas disseram que haviam detido o MT Riah, de bandeira do Panamá, por supostos contrabando de combustível.

Um dia depois, eles anunciaram que haviam apreendido a Stena Impero, de bandeira britânica, no Estreito de Ormuz, por violar “regras marítimas internacionais”.

Em resposta a tais incidentes, os EUA têm procurado formar uma coalizão cuja missão é garantir a liberdade de navegação no Golfo.

Mas Zarif disse que Washington não conseguiu reunir apoio suficiente para a iniciativa.

“Hoje, os Estados Unidos estão sozinhos no mundo e não podem criar uma coalizão. Os países que são seus amigos têm vergonha de estar em uma coalizão com eles”, disse ele, referindo-se a relatos de que alguns países, incluindo a Alemanha, se recusaram a participar. participar da missão.

“Eles trouxeram essa situação para si mesmos, com a violação da lei, criando tensões e crises.”

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, reiterou que a Alemanha não se uniria à missão naval liderada pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, acrescentando que Berlim favorecia uma missão européia, mas advertiu que é difícil fazer progressos nesse sentido.

“No momento, os britânicos preferem participar de uma missão americana. Não faremos isso”, disse Maas a repórteres.

Em junho, o Irã derrubou um drone de vigilância americano na passagem estratégica.

Trump chegou perto de retaliar, mas disse que ele cancelou um ataque aéreo no último momento. Washington afirmou que um navio de guerra americano derrubou um drone iraniano no estreito. O Irã nega perder qualquer aeronave na área.

Zarif, no entanto, não descartou conversas no futuro.

“Na minha opinião, as negociações e a diplomacia nunca vão acabar. A negociação sempre esteve e sempre estará na minha agenda. Mesmo em tempos de guerra, as negociações existirão.”

Fonte:Al Jazeera

STF manda abastecer navio do Irã mesmo contra vontade da Petrobras 0 79

bavand navio iraniano

Após os problemas com os Estados Unidos e Reino Unido, a Petrobras estava barrando o abastecimento do navio iraniano Termeh, que deveria sair durante esta semana do Porto de Paranaguá, no litoral paranaense totalmente abastecido para retornar ao seu país de origem, o Irã.

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Mas neste sábado (27/07) a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), Termeh e outro navio iraniano, o Bavand, a Petrobras teve que iniciar o abastecimento ainda na madrugada. A fornecedora havia recusado o abastecimento por que temia uma repressão americana, levando em consideração os últimos problemas com o país árabe.

Termeh foi abastecido e já a partir das 13h seguia rumo ao litoral catarinense, quando deve finalmente seguir viagem para o Irã. Já Bavand deve seguir viagem ainda nesta madrugada de sábado para domingo.

A decisão partiu de Dias Toffoli, o presidente do STF, que já havia resolvido o caso na última quarta-feira (24/07), mas somente neste final de semana os navios iranianos começaram o abastecimento.

Termeh e Bavand

MV Bavand, petroleiro do Irã, seguirá viagem para o porto de Bandar Iman Khomeini (IRBIK). Ele chegou no porto de Paranaguá no último dia 08 de junho, onde foi carregado com 48 mil toneladas de milho e cerca de 1,3 mil toneladas de combustível para o Irã. A viagem até Bandar deve durar 37 dias.

Termeh estava no porto paranaense desde o último dia 09 de junho, onde carregará 600 toneladas de combustível e aproximadamente 60 mil toneladas de milho. Antes de seguir até Bandar, ele passará pelo Porto de Imbituba em Santa Catarina.

Programação de abastecimento

A empresa responsável por efetuar o abastecimento dos navios, que é uma terceirizada da Petrobras, disse que Bavand e Termeh estão sob a agenda da agência marítima e precisaram esperar na fila do porto para o abastecimento.

Neste ano ao todo seis navios estrangeiros passaram por Paranaguá apenas para abastecer o combustível fornecido pela Petrobras. Eles seguiram viagem para os seus países de origem que eram além do Irã, também a Dinamarca, Libéria e Bahamas.

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