Banco Central preza pela manutenção da taxa de juros 0 259

Banco Central preza pela manutenção da taxa de juros 1

O Banco Central do Brasil deixará sua taxa básica de juros inalterada nesta semana, de acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, mas o crescimento econômico cada vez mais fraco e as pressões inflacionárias sugerem que pode não demorar muito para que a política seja flexibilizada.

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As taxas do Banco Central

A taxa Selic do banco central está em baixa recorde de 6,50% há mais de um ano, e 18 dos 19 economistas entrevistados pela Reuters disseram que ainda estará lá depois que o comitê de políticas do banco, conhecido como “Copom”, se reunir em 18 de junho. 19

Um economista prevê um corte de taxa.

O viés de baixa está se formando rapidamente. A economia do Brasil está estagnada e pode até estar em recessão, a perspectiva global está se deteriorando e há sinais de que a inflação está voltando para a meta de 4,25% do banco central.

Dos 19 economistas entrevistados, treze disseram que a inclinação para as taxas no próximo ano é de queda, cinco disseram neutros e apenas um disse que está no topo.

Isso é muito mais do que a pesquisa anterior em maio, quando cinco dos quinze economistas disseram que o viés era descendente, nove eram neutros e um dizia positivo.

“A fraqueza da economia brasileira e a rápida queda da inflação significam que esperamos agora um corte nas taxas de juros, e acreditamos que há uma janela de oportunidade para o Copom atuar (nesta) reunião”, Edward Glossop, economista da América Latina na Capital Economics. escreveu em uma nota do cliente.

“Tudo dito, a reunião do Copom de quarta-feira será bem de perto, mas, no geral, achamos que um corte de 25 pontos-base (para 6,25%) é mais provável do que o contrário”, disse ele.

A previsão do Glossop é a mais agressiva na pesquisa, mas reflete a visão geral sobre a economia e o caminho para as taxas. Diversos economistas esperam que o Copom insira mais linguagem dovish em sua declaração de política, abrindo caminho para um eventual corte.

Grande parte do debate do Copom deve centrar-se em quão sérios os formuladores de políticas pensam que a atual desaceleração econômica é e como estão confiantes de que a inflação chegou ao máximo.

A economia encolheu no período de janeiro a março, sua primeira contração desde 2016. Os indicadores de abril e maio até agora mostraram pouco sinal de que as coisas mudaram muito, se é que sugerem, que a economia poderia estar tecnicamente em recessão.

O índice de atividade econômica IBC-Br mais recente do banco central pode ter desviado o equilíbrio para alguns membros do Copom. Mostrou que a atividade econômica caiu novamente em abril – o maior período de declínio da atividade desde a última recessão.

A economia do Brasil deve crescer menos de 1,0% este ano, segundo uma pesquisa do banco central divulgada na segunda-feira, enquanto os economistas cortaram suas projeções para a 16ª semana consecutiva em novas baixas e reduziram drasticamente suas perspectivas de taxa de juros.

Os mercados financeiros reduziram agressivamente suas visões de taxa de juros. Na quinta-feira, os contratos futuros de taxas de juros de 2020 caíram abaixo de 6,0% pela primeira vez, sugerindo que a taxa Selic será 50 pontos base mais baixa em cerca de 12 meses.

O desempenho da economia

Mesmo que contorne a recessão, a economia está com desempenho abaixo do esperado. A incerteza em torno da reforma previdenciária, a proposta do governo de 1.237 trilhões de reais (US $ 319 bilhões) para equilibrar os livros do Brasil e retomar o crescimento, também não está ajudando.

A inflação anual caiu para 4,66% em maio, de 4,92% em abril, a primeira queda neste ano, proporcionando algum alívio após quatro meses de alta.

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Graduada e Mestre em História. Faço parte da equipe de redação do portal TV É Brasil. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Uma verdadeira amante da cultura, arte e entretenimento.

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Atividades do Tesouro Municipal no Rio é Bloqueada e servidores ficam sem 13º 0 108

crivella e a crise do rio de janeiro

A situação não é das melhores nos cofres públicos da prefeitura do Rio de Janeiro. As contas estão se acumulando dia após dia, o que levou o secretário municipal de Fazenda, Cesar Barbiero, a publicar uma resolução onde todos os pagamentos e movimentações financeiras do Rio estão suspensos.

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Todas as operações da Subsecretaria do Tesouro estão suspensas deste às 14h desta última segunda-feira (16/12). A prefeitura se manifestou e disse que esta medida irá proporcionar ajustes nos caixas do município em decorrência dos arrestos definidos pela Justiça.

Já foram mais de 92 milhões de reais bloqueados em uma ação trabalhista que tem a finalidade de pagar as dívidas de salários dos funcionários das Organizações Sociais da Saúde. Segundo a prefeitura, este bloqueio é temporário e pode ser revertido assim que uma solução for definida.

Lava Jato liga família de Lula à apartamento de luxo proveniente de contratos da OI.

Pagamentos em atraso

Desde outubro os servidores não recebem seus salários. Outro problema está relacionado ao pagamento do 13º salário, que também não será pago até o dia 20 de dezembro.

O Tribunal expediu um mandado para o Banco do Brasil, onde ele deverá repassar R$ 76,8 milhões para os funcionários com salário em atraso. Todos estes recursos bloqueados são decorrentes do tesouro e também de multas de trânsito.

O total acumulado dos arrestos definidos pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deve chegar somente aos órgãos municipais em R$ 95 milhões. Sendo R$ 25 milhões da Procuradoria Geral do Município, R$ 20 milhões do Tribunal de Contas do Município e outros R$ 50 milhões da Câmara do Rio.

Os recursos estão sendo reivindicados pelos órgãos municipais, pois segundo eles, precisam para que possam dar continuidade nos serviços.

Reunião nesta terça-feira

Nesta terça (17/12), houve uma reunião e Crivella acabou definindo que não irá pagar o 13º aos servidores.

A Justiça também determinou o arresto de R$ 420 milhões da prefeitura, onde o número já chega em R$ 223 milhões. Como a quantia não cobre as dívidas das unidades de saúde do Rio, um novo bloqueio foi definido nesta terça. Mais R$ 164 milhões foram bloqueados.

Tarifas do Aço impostas por EUA podem aproximar ainda mais Brasil da China 0 120

brasil e china cada vez mais proximos

Nesta segunda-feira (02/12), o presidente americano, Donald Trump, acusou o Brasil e a Argentina de desvalorizarem muito suas moedas, onde a consequência acabou prejudicando os agricultores dos EUA, pois as exportações destes países sul-americanos acabam tendo um valor muito mais baixo se comparado com as vendas em dólar.

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Imediatamente Trump decidiu impor taxas sobre a importação de aço e alumínio, tentando frear o prejuízo em seu país.

Por essas e outras atitudes, como a não aceitação do Brasil na OCDE, é que o governo brasileiro deve se aproximar ainda mais da China. Bolsonaro vem encarando isso como um golpe na aproximação com Washington e a estratégia deve se voltar para o principal concorrente americano.

Relacionamento com Pequim

Bolsonaro sempre mostrou interesse e esforços para se aproximar de Washington, porém como estratégia, nunca tratou de maneira ruim a China. Hoje com esses longos meses de negociações para tentar chamar a atenção dos EUA, o Brasil tem uma amizade e resultados melhores com Pequim.

O país asiático está comprando cada vez mais carne bovina e suína do Brasil. Outro momento de uma boa relação, foi que eles foram os únicos a participarem dos leilões do pré-sal no último mês de novembro.

A esnobação de Trump sobre Bolsonaro, está deixando o Brasil mais confiável em realizar negociações a longo prazo com a China.

Segundo especialistas, Trump deu “um tiro no pé”, pois uma de suas preocupações é justamente a influência econômica crescente de Pequim na América Latina. Esse descaso com o Brasil, principal país da América do Sul, fará justamente que os chineses sejam cada vez mais influentes por aqui.

A China vem deixando bem claro que quer ser uma aliada do Brasil, independente de posições políticas e as últimas ações foram entendidas e apreciadas com sucesso em Brasília.

Petroleiras e importações

Para o governo brasileiro foi muito importante que as estatais chinesas CNOOC e CNODC tenham participado do leilão do pré-sal em novembro. Elas foram as únicas interessadas que comparecem a um convite especial de Bolsonaro durante a visita em Pequim.

O comércio bilateral entre os países chegou a 100 bilhões de dólares. Há também um interesse mútuo entre ambos, pois a China está passando por problemas em sua criação de porcos, que está sofrendo com a peste suína africana. Com isso ela está comprando muito mais carne bovina brasileira.

Foram credenciadas (autorizadas pela China) recentemente outras 45 processadoras de carne para exportação.

Reeleição de Trump

Essa determinação arbitrária de Trump contra o Brasil, foi justamente para agradar o seu eleitorado agrícola, pensando em sua reeleição em 2020. Mas a estratégia pode colocar Bolsonaro ainda mais envolvido com Pequim, inclusive é uma boa opção, já que Trump pode ou não ser reeleito, mas Xi deve permanecer no poder.

Bolsonaro espera que dólar caia em 2020, mas Guedes diz o contrário.

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