Problemas dos EUA com o México afetam a moeda mexicana e brasileira 0 116

Problemas dos EUA com o México afetam a moeda mexicana e brasileira 2

O destino das duas principais moedas da América Latina tem contrastado tanto ultimamente que traders e analistas estão questionando se o real do Brasil pode continuar se recuperando enquanto o peso mexicano desliza.

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O câmbio dos mercados emergentes

As duas moedas de mercados emergentes geralmente se movem juntas, mas as discussões sobre o comércio exterior, a política interna e os dados econômicos os separaram ultimamente.

Muitos no mercado estão apostando que voltarão na fila, mas alguns sugerem uma mudança subjacente nas visões dos investidores.

A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 30 de maio de impor tarifas ao México pode ter diminuído a balança para os gestores financeiros reduzirem a exposição mexicana em seus fundos na América Latina, segundo a estrategista sênior do Standard Chartered, Ilya Gofshteyn.

“Enquanto esperamos alguma recuperação de curto prazo nos ativos de risco mexicanos, acreditamos que este episódio injetou um prêmio de risco mais permanente na manutenção de ativos mexicanos”, disse ele a clientes em nota.

“Acreditamos que os investidores podem sair do peso mexicano e passar para o real brasileiro”.

O peso foi duramente atingido por um rebaixamento do rating de crédito, além das tensões comerciais dos EUA, enquanto o real se recuperou de uma baixa de oito meses na esperança de que o governo brasileiro possa aprovar uma proposta ambiciosa de reforma previdenciária no Congresso.

O peso caiu tanto quanto 5% nas últimas semanas – desde então, recuperou a maior parte do terreno desde que Trump disse na sexta-feira que um acordo foi fechado com o México, embora ele tenha revivido a ameaça se o México não atender às suas demandas. O real do Brasil fortaleceu cerca de 6% nas últimas três semanas.

Os gráficos a seguir mostram até que ponto os traders têm apostado de forma oposta nas duas moedas.

Os dois primeiros mostram a correlação simples de 30 dias entre as taxas de câmbio dólar / peso e dólar / real, uma sobreposta à taxa de câmbio do Brasil e outra com a do México. A correlação, quase sempre positiva, tornou-se negativa.

Desde suas respectivas crises e desvalorizações em meados da década de 1990, o peso e o real quase sempre foram positivamente correlacionados, subindo ou descendo juntos.

A correlação média foi de +0,5 nos últimos cinco anos, +0,52 na última década e +0,48 nos últimos 20 anos.

Uma correlação de 1,0 é a correlação positiva mais forte possível e -1,0 a correlação negativa mais forte. Houve apenas sete correlações negativas nos últimos 20 anos antes da atual. Todos duraram apenas alguns dias ou semanas.

Quatro marcaram o início ou a reversão de tendências importantes para os anos reais, às vezes duradouros. Por exemplo, depois de dezembro de 1999, o real embarcou em um rally super-carregado que o levou acima de 4,00 por dólar em outubro de 2002, enquanto dezembro de 2015 marcou o fim de um surto similar que durou mais de quatro anos.

Apenas um período de correlação negativa entre as duas moedas resultou em um movimento similar no peso. Isso foi em janeiro de 2017, quando o dólar / peso recuou 20% nos seis meses seguintes de seu recorde acima das 22,00.

Os mercados de futuros destacam o grau em que os pontos de vista dos operadores sobre as duas moedas divergiram.

O gráfico abaixo mostra a diferença entre o peso líquido de hedge funds e o peso líquido líquido dos especuladores e as posições reais nos mercados futuros dos EUA. Os dados da Commodity Futures Trading Commission refletem o viés da comunidade comercial especulativa em qualquer ativo.

No mês passado, os traders estavam mais otimistas sobre o peso mexicano em relação ao real do que em qualquer outro momento desde que os contratos futuros da CFTC em reais foram lançados em 2011. A diferença entre posições longas líquidas e posições reais líquidas curtas alcançou 174,00 contratos , Mostram dados CFTC.

Desde então, diminuiu cerca de 20.000 contratos, mas ainda é cedo para dizer se isso é um ponto de virada ou não.

Os cenários para o futuro da moeda brasileira

Existem duas escolas de pensamento sobre o que acontece a seguir.

No primeiro, o processo de reforma previdenciária do Brasil atinge outro obstáculo à medida que a economia entra em recessão, matando a recente recuperação do sentimento positivo. Os investidores, então, evitariam amplamente os mercados emergentes à medida que a desaceleração econômica dos EUA se consolidasse, colocando o real na mesma crise do peso mexicano.

No segundo cenário, as relações EUA-México azeda e Trump faz bem em sua ameaça de tapa tarifas pesadas sobre as importações do México. Ao mesmo tempo, passa a reforma previdenciária no Brasil, impulsionando o crescimento e a demanda dos investidores por ativos brasileiros.

Nesse cenário, a divergência continuaria, empurrando a correlação entre as duas moedas ainda mais fundo para território negativo e a divergência nos mercados futuros para novos máximos.

“Se o Brasil entregar, teremos uma grande mudança técnica com os investidores que estão desenrolando posições longas de dólar / Brasil”, disse um trader sênior em São Paulo.

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Graduada e Mestre em História. Faço parte da equipe de redação do portal TV É Brasil. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Uma verdadeira amante da cultura, arte e entretenimento.

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Calendário do FGTS 2019 e 2020 será divulgado nesta segunda 0 161

calendario fgts sera divulgado segunda

A partir desta segunda-feira (05/08) o Governo Federal irá anunciar o calendário de saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Onde neste ano de 2019 os trabalhadores terão a chance de sacar até R$ 500 das contas ativas ou inativas já a partir do próximo mês de setembro.

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Para 2020 todo o trabalhador que entrar em contato com a Caixa Econômica e solicitar a vantagem, poderá receber uma porcentagem do seu Fundo de Garantia, que vem sendo conhecido como “Saque Aniversário”. Os valores devem variar conforme o saldo e ainda haverá um bônus referente a cada uma das alíquotas.

O calendário de pagamento deverá definir as datas para que trabalhadores com carteira assinada da iniciativa privada ou que já fizeram parte deste grupo e que não fizeram o saque do FGTS quando saíram de suas respectivas empresas possam adquirir parte destes valores.

Com isso o Ministério da Economia pretende injetar cerca de 40 bilhões de reais na economia brasileira ainda em 2019 e 2020.

Como consultar o saldo do FGTS?

O acesso ao extrato poderá ser feito através de um cadastro no site da Caixa Econômica Federal, que será a responsável por pagar os recursos.

  • Acesse www.caixa.gov.br e clique no menu “Benefícios e Programas”;
  • Em seguida clique na opção “Benefícios do Trabalhador” e depois em FGTS;
  • Clique então na opção “Acompanhe seu extrato do FGTS“;
  • Então será apresentado o seu saldo atual no programa.

Após concluir que há saldo efetivo para o saque basta ir até uma agência da Caixa e efetuar a retirada do dinheiro. Quem for correntista pode optar pelo depósito automático. Os saques em lotéricas está limitado a R$ 100.

Não tenho cadastro no site do FGTS

A consulta do extrato é facilmente feita através de um login com o CPF ou Número de Inscrição Social (NIS). Se não for o seu caso, basta clicar em “Cadastrar/Esqueci senha” para iniciar um novo cadastro.

O sistema irá solicitar seu nome completo, data de nascimento, nome da mãe e números do CPF e identidade. Então crie uma senha, que será solicitada sempre quando for necessário fazer o login no sistema.

Após o cadastro basta voltar a tela de login e inserir o número do CPF ou NIS e a senha e seguir as etapas citadas acima.

Governo divulga 8 motivos para privatizar os Correios 0 155

motivos correios privatizado

Uma coisa é certa, cedo ou tarde durante do governo Bolsonaro os Correios serão privatizados. A instituição vem sendo analisada minuciosamente pelo Ministério da Economia, onde já há inclusive um levantamento com oito motivos oficiais para privatizá-lo.

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A instituição conta com problemas de corrupção, rombos de bilhões anuais mesmo sendo um monopólio, serviços ineficientes, greves anuais e nos últimos anos vem perdendo cada vez mais espaço para as concorrentes privadas com relação a entregas pela internet.

Todos estes problemas apontam a necessidade de vender a estatal, o que deve ser uma prioridade em um futuro não muito distante no que depender de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Calendário do PIS/PASEP 2020 é divulgado

O governo já iniciou o processo de venda de empresas, onde a BR Distribuidora foi a primeira público/estatal a deixar de fazer parte dos gastos mensais. Agora o objetivo é iniciar a venda de empresas 100% estatais como os Correios, para tirar o fardo das contas públicas.

Oito motivos para privatizar os Correios

Entre alguns dos motivos levantados pelo Ministério da Economia sobre a instituição estão:

  • Rombo de mais de 11 bilhões de reais referentes ao Postalis, um fundo de pensão pago aos funcionários;
  • Grande histórico de corrupção e atos de interferência política;
  • Rombo de 3,9 bilhões de reais com relação ao passivo atuarial do “Postal Saúde”;
  • Greves constantes e grandes reclamações dos usuários por conta da ineficiência e sindicalização;
  • É uma barreira logística para o micro e pequeno empresário;
  • Trás o risco fiscal de 21 bilhões de reais adicionais todos os anos sobre o teto de gastos do governo;
  • Os Correios mesmo com imunidade tributária de R$ 1,6 bilhões ao ano, não consegue pagar os dividendos aos cofres da União desde 2014;
  • Se demorar um pouco mais para a realização da venda, será difícil interessar investidores por conta dos problemas que aumentam ano após ano.

Além disso os Correios estão perdendo campo no mercado de entregas dia após dia através de vendas pela internet. Os preços da estatal não são nada competitivos e hoje há muitas transportadoras com valores muito mais interessantes do que a instituição.

Privatização dos Correios

Os motivos acima e outras informações tornam o argumento do Ministério da Economia bem convincente sobre os Correios, que está sendo “engolida” no mercado de distribuição, onde o que já trás prejuízos, pode se complicar ainda mais no futuro.

O presidente dos Correios, Juarez Cunha, acabou sendo demitido por Bolsonaro no último mês de junho, pois acabou se posicionando contra a privatização. Para Bolsonaro, Cunha estava agindo como sindicalista e em seu lugar assumiu o militar Floriano Peixoto Neto, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

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