Brasil pode se beneficiar com decisão da UE sobre exportação de açúcar 0 236

brasil cana de acucar
As exportações brasileiras de açúcar poderão se beneficiar com a decisão da Comissão Europeia de revisar a política de produção do item. A ideia da comissão é reduzir os subsídios em até 80%. Os cortes serão graduais. De acordo com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a União Europeia produz 20 milhões de toneladas de açúcar, das quais 17 milhões de toneladas recebem altos subsídios, tornando impossível para o Brasil competir em determinados mercados.

Roberto Rodrigues explicou que, das 17 milhões de toneladas subsidiadas pela UE, dois milhões deixarão de ser exportadas a partir do início de 2005, abrindo espaço para que o Brasil exporte mais açúcar. “Ocupar esse espaço e exportar dois milhões de toneladas para outros países vai depender muito da nossa capacidade competitiva e comercial”, ressaltou o ministro.

No primeiro semestre, o Brasil, maior produtor mundial de açúcar, exportou US$ 1,3 bilhão do produto. A Europa já enfrenta na Organização Mundial de Comércio (OMC) reclamações contra seus subsídios agrícolas, inclusive formuladas pelo Brasil, na questão do açúcar. Para Roberto Rodrigues, a decisão da União Europeia pode ser um sinal de que a reclamação brasileira está fazendo algum efeito.

O assunto foi discutido hoje pelo ministro e os integrantes da Câmara do Açúcar e do Álcool. A Câmara também avaliou a atual situação da safra de cana de açúcar, estimada em mais de 379 milhões de toneladas.
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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Impeachment Bolsonaro, uma realidade? Ao menos no Twitter sim! 0 158

Impeachment Bolsonaro, uma realidade? Ao menos no Twitter sim! 3

O Twitter na manhã desta sexta-feira (17) acordou todo animado com relação ao tema política. Já está nos Trending Topics um assunto bem polêmico, o Impeachment de Bolsonaro! Mas seria isso uma realidade?

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Muitos acreditam que se o atual presidente Jair Messias Bolsonaro continuar a dar ouvidos para muitos que fazem parte do seu governo, ele irá cometer diversos erros de gestão e prejudicar o apoio de pelo menos um terço da Câmara dos Deputados. Esses erros e o apoio minado, poderá ter uma consequência que já está familiarizada entre os brasileiros, o Impeachment.

Impeachment Bolsonaro, uma realidade? Ao menos no Twitter sim! 4

Mas ainda estamos no início do mandato, apesar dos assuntos polêmicos envolvendo os Bolsonaros nos últimos dias, sabemos que não será do dia para a noite que o governo irá arrumar a casa, principalmente após as gestões duvidosas dos últimos presidentes, que acabaram minando as riquezas do país, criando um ar de indignação por parte do eleitorado, que foi peça fundamental na eleição do novo governo.

Bolsonaro deverá instruir seus filhos e outros do governo a se envolverem menos em temas polêmicos, porém para contingenciar os rombos nos cobres públicos, será preciso focar em ações que podem “machucar” uma grande massa da população, como é o caso da Reforma da Previdência e dos cortes nas universidades federais.

Tudo tem o lado bom e ruim. Sabemos que sem sacrifícios é impossível comandar uma nação, porém todos os movimentos devem ser feitos com uma certa cautela.

Mourão

Caso essa faísca de Impeachment siga, quem deverá assumir os anos restantes do governo Bolsonaro é Mourão. Sabemos que ele possui ideias diferentes em diversos temas com relação à Bolsonaro, mas toda a Câmara, Senado e população deve sempre lembrar das consequências do Impeachment.

Poderá ser uma mudança para o bem, como uma mudança para o mal, o futuro dirá.

Bolsonaro deixa de ir a evento em Nova Iorque por conta de ataques 0 144

jair bolsonaro em nova york

O presidente Jair Messias Bolsonaro deixou de ir a um evento em Nova Iorque neste final de semana, após diversos ataques deliberados pelo prefeito da cidade e de outros políticos da região. O evento seria uma homenagem ao presidente brasileiro, mas o mesmo optou evitar a viagem deste dia 04 de maio.

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O porta voz de Bolsonaro disse que o presidente decidiu cancelar a viagem nesta sexta-feira, após semanas de controvérsias sobre a decisão da Câmara de Comércio Americano de homenagear o líder brasileiro em sua festa de gala.

A Câmara está tentando controlar os eventos deste ano, após duras críticas à sua decisão no último mês de homenagear Bolsonaro com o prêmio de pessoa do ano. A decisão acabou provocando indignação entre os ativistas gays, políticos de New York e também o grupo de ambientalistas do país.

Em depoimento o prefeito Bill de Blasio classificou Bolsonaro como um “homem perigoso” onde o racismo manifesto, decisões destrutivas e também a homofobia, trarão consequências devastadoras para o futuro do planeta.

O início da revolta começou quando o Museu Americano de História Natural havia concordado em sediar o evento antes do homenageado, que acabou reagindo ainda mais com a escolha de Bolsonaro.

Patrocínio do evento

O presidente Bolsonaro apoia que madeireiro, fazendeiros e mineradores tenham acesso a partes protegidas da Amazônia, onde acredita que atualmente os grupos indígenas estão com muitas reservas de terras em seu controle, principalmente mal administradas.

Com tais declarações Arne Sorenson, executivo-chefe da Marriott, deixou bem claro que estava desconfortável com tais declarações, mas que mesmo assim estava disposto a acolher os “indivíduos com pontos de vista intolerantes e não inclusivos”, para manter o patrocínio no evento.

Porém nos últimos dias o The Financial Times, a Delta Air Lines e a Bain & Company anunciaram que decidiram sair da posição de patrocinadores. Todos alegaram o descontentamento com relação ao presidente que possui uma longa história de comentários racistas, homofóbicos e sexistas.

Desistência da viagem

Após a decisão de evitar a viagem para os Estados Unidos neste final de semana, o senador de Nova York, Brad Hoylman, através de suas redes sociais expressou a sua satisfação. Em um tweet ele escreveu:

“VITÓRIA: Nós enfrentamos o presidente homofóbico do Brasil Jair Bolsonaro e vencemos” … “O ódio não tem casa em Nova York.”

Jair Bolsonaro segue com sua agenda no Brasil nestes dias 04 e 05 de maio.

Foto divulgação: Mauro Pimentel/Agence France-Presse – Getty Images

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