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Chefe de Assuntos Indígenas do Brasil demitido em meio a pressão para desenvolver território de reserva

13 de junho de 2019

O chefe da agência de assuntos indígenas do Brasil disse na terça-feira que foi demitido devido à pressão do ministério da agricultura que, sob o comando do presidente Jair Bolsonaro, está tentando abrir terras de reserva para a agricultura comercial e mineradora.

A demissão e a questão das reservas indígenas

Franklimberg Ribeiro de Freitas, chefe da agência Nacional de Assuntos Indígenas, Funai, foi retirado do cargo pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que supervisiona a Funai, confirmou o ministério.

Em declarações aos funcionários da agência, Freitas culpou Luiz Antonio Nabhan Garcia, secretário de Assuntos Agrários do Ministério da Agricultura, por sua demissão. Freitas disse que Bolsonaro era “muito mal aconselhado”.

Em maio, a câmara baixa do Congresso rejeitou a iniciativa de Bolsonaro de tomar decisões sobre terras indígenas nas mãos do Ministério da Agricultura e as manteve com a Funai.

O presidente de direita alarmou antropólogos e ambientalistas planejando assimilar os 800 mil indígenas brasileiros e abrir terras de reserva para o desenvolvimento comercial, mesmo na floresta amazônica.

Azelene Inácio, ex-diretor da Funai, é um potencial substituto de Freitas na Funai.

Mais

O Banco BTG Pactual SA, o maior banco de investimento independente do Brasil, classificou suas unidades em 46 reais em uma oferta secundária de ações, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

A oferta totalizou 2,4 bilhões de reais, acrescentou a fonte, já que o banco vendeu 52 milhões de unidades.

Unidades de banco de investimento do BTG Pactual, do Morgan Stanley, do Banco Bradesco SA, do UBS e do Banco do Brasil SA administraram a oferta.

O banco aumentará seu free float para 23% a partir do nível atual de 18% após a oferta de ações, o que lhe permitirá entrar em um nível mais elevado de governança corporativa na bolsa de valores de São Paulo.

O acionista vendedor BTG Pactual Holding SA usará os recursos da oferta para adquirir parcialmente uma participação no banco privado suíço EFG International AG, de propriedade do Banco BTG Pactual, que também aumentará o índice de capital do banco. Segundo a fonte, a demanda pelas unidades foi três vezes superior ao número de unidades oferecidas.

A saudável demanda pelas ações mostra como o BTG Pactual conseguiu virar a página desde que seu fundador, Andre Esteves, foi acusado de envolvimento em um esquema de suborno em 2015, e depois foi liberado de acusações de corrupção. Esteves deixou o cargo de CEO após ser preso, mas desde então fez um retorno gradual às operações e continua sendo o maior acionista individual do banco.