Chefe de Assuntos Indígenas do Brasil demitido em meio a pressão para desenvolver território de reserva 0 17

Chefe de Assuntos Indígenas do Brasil demitido em meio a pressão para desenvolver território de reserva 1

O chefe da agência de assuntos indígenas do Brasil disse na terça-feira que foi demitido devido à pressão do ministério da agricultura que, sob o comando do presidente Jair Bolsonaro, está tentando abrir terras de reserva para a agricultura comercial e mineradora.

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A demissão e a questão das reservas indígenas

Franklimberg Ribeiro de Freitas, chefe da agência Nacional de Assuntos Indígenas, Funai, foi retirado do cargo pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, que supervisiona a Funai, confirmou o ministério.

Em declarações aos funcionários da agência, Freitas culpou Luiz Antonio Nabhan Garcia, secretário de Assuntos Agrários do Ministério da Agricultura, por sua demissão. Freitas disse que Bolsonaro era “muito mal aconselhado”.

Em maio, a câmara baixa do Congresso rejeitou a iniciativa de Bolsonaro de tomar decisões sobre terras indígenas nas mãos do Ministério da Agricultura e as manteve com a Funai.

O presidente de direita alarmou antropólogos e ambientalistas planejando assimilar os 800 mil indígenas brasileiros e abrir terras de reserva para o desenvolvimento comercial, mesmo na floresta amazônica.

Azelene Inácio, ex-diretor da Funai, é um potencial substituto de Freitas na Funai.

Mais

O Banco BTG Pactual SA, o maior banco de investimento independente do Brasil, classificou suas unidades em 46 reais em uma oferta secundária de ações, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

A oferta totalizou 2,4 bilhões de reais, acrescentou a fonte, já que o banco vendeu 52 milhões de unidades.

Unidades de banco de investimento do BTG Pactual, do Morgan Stanley, do Banco Bradesco SA, do UBS e do Banco do Brasil SA administraram a oferta.

O banco aumentará seu free float para 23% a partir do nível atual de 18% após a oferta de ações, o que lhe permitirá entrar em um nível mais elevado de governança corporativa na bolsa de valores de São Paulo.

O acionista vendedor BTG Pactual Holding SA usará os recursos da oferta para adquirir parcialmente uma participação no banco privado suíço EFG International AG, de propriedade do Banco BTG Pactual, que também aumentará o índice de capital do banco. Segundo a fonte, a demanda pelas unidades foi três vezes superior ao número de unidades oferecidas.

A saudável demanda pelas ações mostra como o BTG Pactual conseguiu virar a página desde que seu fundador, Andre Esteves, foi acusado de envolvimento em um esquema de suborno em 2015, e depois foi liberado de acusações de corrupção. Esteves deixou o cargo de CEO após ser preso, mas desde então fez um retorno gradual às operações e continua sendo o maior acionista individual do banco.

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Graduada e Mestre em História. Faço parte da equipe de redação do portal TV É Brasil. Além de professora e historiadora, sou redatora web freelancer/autônoma. Uma verdadeira amante da cultura, arte e entretenimento.

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Bolsonaro muda de ideia e diz que pode tentar reeleição 0 48

Bolsonaro muda de ideia e diz que pode tentar reeleição 5

Menos de seis meses desde que assumiu o cargo, o presidente de direita Jair Bolsonaro disse que poderia concorrer a um segundo mandato, apesar de ter prometido, durante a campanha eleitoral, acabar com a reeleição para os presidentes brasileiros.

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Reeleição

Bolsonaro muda de ideia e diz que pode tentar reeleição 6

Depois de participar de uma marcha religiosa de cristãos evangélicos na quinta-feira, Bolsonaro disse que se o Congresso não reformar substancialmente o sistema político brasileiro, ele considerará a possibilidade de concorrer novamente em 2022.

“Se houver uma boa reforma política, posso até jogar fora a possibilidade de reeleição. Mas se não houver, e as pessoas quiserem, estamos aqui para continuar por mais quatro anos ”, disse ele a repórteres.

Ex-capitão do Exército e congressista de sete mandatos, Bolsonaro foi eleito em outubro pelos eleitores brasileiros enfurecidos pela corrupção generalizada e pelo aumento da violência. Ele prometeu limpar a política ao acabar com as negociações com o Congresso, praticadas por ex-presidentes para poder governar o maior país da América Latina.

Até agora, Bolsonaro não conseguiu apoio suficiente entre os legisladores para passar o item mais importante em sua agenda, uma revisão do dispendioso sistema previdenciário para evitar uma crise fiscal.

Ele governou por decreto sobre questões como leis relaxantes sobre armas e redução do tamanho do governo, mas sua popularidade despencou desde a eleição, enquanto buscava questões secundárias, como a flexibilização das regras de trânsito, enquanto a economia vacilava.

As demissões no governo Bolsonaro

Bolsonaro demitiu três ministros de disputas internas, incluindo seu ex-gerente de campanha Gustavo Bebianno e o general aposentado Carlos Santos Cruz, um assessor militar próximo, criticado por seus filhos.

Na sexta-feira ele anunciou em uma mensagem no Twitter que o major da polícia militar e advogado, Jorge Antonio Oliveira, se tornaria o secretário-geral da presidência, substituindo o general reformado Floriano Peixoto, que comandará o serviço postal.

Bolsonaro põe decisões sobre terras indígenas sob controle do Ministério da Agricultura 0 37

Bolsonaro põe decisões sobre terras indígenas sob controle do Ministério da Agricultura 7

O presidente de direita Jair Bolsonaro emitiu um novo decreto na quarta-feira, colocando decisões sobre reivindicações de terras indígenas nas mãos do Ministério da Agricultura, quatro semanas depois de o Congresso rejeitar a decisão do lobby agrícola do país.

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As decisões sobre reivindicações de terras indígenas

Bolsonaro põe decisões sobre terras indígenas sob controle do Ministério da Agricultura 8
Brasília – Foto da Faixada do Ministerio da Agricultura (Valter Campanato/Agência Brasil)

O decreto temporário mais uma vez remove as decisões sobre a demarcação das terras de reserva da agência Nacional de Assuntos Indígenas da Funai e as restitui a um ministério que é administrado por interesses agrícolas.

O decreto entra em vigor imediatamente, mas requer a aprovação do Congresso dentro de 120 dias. Se o Congresso não o passar antes disso, ele expira.

Bolsonaro, um ex-capitão do Exército eleito no ano passado por uma onda de sentimentos conservadores de eleitores, alarmou antropólogos e ambientalistas ao planejar a assimilação dos 800 mil indígenas brasileiros à sociedade brasileira.

Bolsonaro diz que quer abrir terras de reservas para agricultura e mineração, mesmo na floresta amazônica, e que as tribos indígenas devem ter permissão para se envolver em atividades comerciais e cobrar royalties das empresas de mineração.

Sua insistência em uma questão já votada irritou alguns parlamentares, mas as convenções conservadoras que detêm a maioria na câmara baixa, liderada por representantes dos estados agrícolas, devem aprovar o decreto.

Líderes indígenas e grupos de direitos humanos rejeitaram a decisão do presidente. O Conselho Indigenista Missionário disse que foi uma violação “flagrante” da Constituição do Brasil, que defende os direitos indígenas de suas terras ancestrais.

Os ambientalistas dizem que as terras são a melhor maneira de impedir a destruição da floresta amazônica, considerada por muitos como a melhor defesa da natureza contra o aquecimento global, com suas árvores absorvendo enormes quantidades de dióxido de carbono.

Bolsonaro e líderes do setor agrícola interessados ​​em levar a fronteira da agricultura para dentro da Amazônia reclamaram que os povos indígenas do Brasil representam menos de 1% da população e vivem em 13% de seu território.

A reação sobre o decreto

No ano passado, a primeira mulher indígena foi eleita para o Congresso do Brasil, Joenia Wapichana, da Rede de Sustentabilidade. A parte impetrou uma liminar solicitando à Suprema Corte que anulasse o decreto porque o legislativo já havia votado a questão.

“Reemitir este decreto colocará a raposa a cargo do galinheiro”, disse o senador do partido, Randolfe Rodrigues.

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