Pastores de João Pessoa desaprovam comércio com o nome de Deus 0 214

pastores desaprovam comercio com nome de deus


Girlan Idalino
Repórter


Pastores de João Pessoa desaprovam a iniciativa das igrejas que utilizam o nome de Deus para vender produtos nem um pouco religiosos. “De graça recebeste e de graça dás”, diz o pastor José Dias Sobrinho, da Igreja Betel de Jaguaribe, citando Mateus, capítulo 10, versículos 8 e 9. “O Evangelho não pode ser misturado com nada, ele é o poder da transformação”, prega.

O Pastor ressalta que não é contra a tecnologia e vê a internet como mais uma das alternativas para divulgar a Palavra de Deus. “Tudo que puder propagar o Evangelho é sadio e válido”, afirmou Sobrinho. O que ele não admite são excessos como o de disponibilizar um livro erótico para ser vendido em um site religioso. “O erotismo é um movimento da carne que não tem aprovação no Evangelho. Se alguma igreja estiver fazendo isso, tem algo errado em seu seio”, alerta.

Segundo o pastor Estevam Fernandes, da Primeira Igreja Batista, ultimamente vem se assistindo a uma verdadeira mercantilização da fé. “A religião está se tornando um grande negócio. São muitos os que, sem nenhum pudor, exploram a fé através de produtos supostamente sacralizados”, observa.

Por outro lado, o pastor admite que é impossível imaginar qualquer prática de culto sem a necessidade do dinheiro, como base material de sustentação dos serviços religiosos. “O catolicismo, o protestantismo, o budismo ou qualquer outro grupo não podem sobreviver sem o suporte financeiro que vem da venda de artigos como livros, bíblias e símbolos sagrados”, destaca.
Estevam Fernandes informa que a Primeira Igreja Batista mantém uma livraria como apoio espiritual e que, apesar do serviço ser terceirizado, parte do lucro é investido em missões e evangelização. “A grande questão ética hoje, é separar entre o comércio religioso como suporte da fé, através da divulgação e publicação do pensamento, doutrinas e práticas específicas, e a mercantilização de fé como exploração de práticas mercenárias e mentirosas”, protesta. O pastor destaca que a venda de objetos miraculosos, como sal grosso, santinhos, água ungida, amuletos, entre outros, exploram a ignorância e materializam os elementos sobrenaturais da experiência religiosa.

O pastor Nelson Monteiro da Silva, da Igreja Missionária Evangélica Pentecostal do Brasil, da Torre, é contido em suas declarações. “A Igreja Universal tem características próprias. Não me disponho a comentá-las por questões éticas”, declarou. Segundo o pastor, é normal a venda de produtos, desde sejam religiosos e não haja exageros. A Igreja Pentecostal da Torre ainda não tem site, mas o pastor informou que esta tecnologia faz parte dos projetos futuros. “Estamos construindo o nosso site, pois este é mais um meio de propagar o Evangelho”, diz.

O vice-presidente da Assembléia de Deus em João Pessoa, pastor Fernando da Silva, prefere não fazer maiores comentários sobre o assunto. “O que posso dizer é que, biblicamente, não está correto”, desconversa. A reportagem de O NORTE não conseguiu ouvir pastores da Igreja Universal do Reino de Deus.

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Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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Fim dos estacionamentos privativos 0 265

estacionamento brasil

Procurar um lugar para estacionar na capital está cada vez mais difícil. Quando não é a limitação da Zona Azul, são os estacionamentos ditos exclusivos espalhados pelas calçadas de farmácias, supermercados, clínicas e até bancos. O que muita gente não sabe é que essa prática não é permitida por lei. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que no momento em que a calçada é rebaixada, o espaço para o estacionamento passa a ser de uso público. Para alertar os estabelecimentos sobre o uso inapropriado de correntinhas e placas que restringem o uso das calçadas aos clientes em atendimento, a STTrans vai iniciar nos próximos dias notificações aos estabelecimentos que fazem uso dessa prática.

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Empreendimentos têm colocado avisos com ameaça de reboque de carros argumentando que espaços são destinados, especificamente, a clientes em atendimento Foto: Fotos: Rafaela Tabosa/ON/D.A. Press “Algumas pessoas já estão se enquadrando, outras não. Por isso faremos notificações caso a caso. Se não houver adequação por parte dos estabelecimentos, vamos multar”, disse o diretor da Divisão de Estacionamento e Registro da Sttrans, Cristiano Nóbrega. O valor da multa ainda será estabelecido através de Portaria.

O Artigo 93 do Código de Trânsito exige que todo empreendimento com pólo gerador de tráfego é obrigado a ter um estacionamento. Baseado nisto, os responsáveis pelos empreendimentos fazem o recuo do imóvel e rebaixam as calçadas, impedindo que outros motoristas usem a rua para estacionar. “Vamos pensar na seguinte premissa: se todo mundo rebaixar a calçada, o espaço público da cidade vai acabar. Por isso é proibido restringir a calçada para o uso exclusivo de clientes. É como privatizar uma área pública”, explicou Nóbrega.

O professor Cláudio Roberto nunca estacionava em locais com placas que pudessem gerar algum constrangimento e desconhecia o direito de fazer uso da vaga independente de usufruir do estabelecimento em questão. “Gostei muito de saber disso. Espero que os órgãos responsáveis sejam rigorosos na fiscalização. Quando a gente para pra pensar, percebe que não faz sentido ocupar as calçadas, impedindo que as pessoas estacionem nas ruas que é um espaço público”, disse o motorista.

Cerca de 180 mil veículos circulam nas ruas da Capital. A previsão da STTrans é que haja um crescimento na frota de 10% ao ano. Se os estacionamentos das calçadas fossem realmente proibidos, muitos motoristas teriam que deixar seus veículos em casa, porque não conseguiriam um local para estacionar. No Centro da cidade, 1.250 vagas são restritas à Zona Azul. Para estacionar, o motorista é obrigado a pagar uma taxa de R$ 1,30 por duas horas. Se não retirar o veículo dentro do prazo, o motorista está passível a receber multa no valor R$ 53,21, além de perder três pontos na carteira.

Fascínio pelo mundo da lua 0 223

observacao lua

Quem nunca ouviu a expressão “viver no mundo da lua” que atire a primeira pedra. O ditado popular ainda está longe de se tornar realidade, mas uma espiadinha no terreno é possível e faz parte da programação de cerca de 200 pessoas que visitaram, ontem, a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. O projeto ‘Venha ver a lua’ é realizado uma vez por mês, geralmente no domingo que antecede a lua cheia, numa parceria entre o espaço e a Associação Paraibana de Astronomia (APA).

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A programação começou na sala de convenção, às 16h30, com a exibição de vídeos sobre o universo astronômico. Em seguida, membros da APA e astrônomos convidados participaram de um debate com os visitantes. As pessoas tiram dúvidas e descobrem curiosidades sobre os planetas, astros, cometas, asteroides, entre outros elementos da astronomia.

Ao anoitecer, os participantes se deslocaram para o terraço panorâmico da Torre Mirante. A intenção era contemplar o espaço celeste por meio de telescópios instalados e disponíveis para quem quiser ver de perto planetas e crateras da Lua. A prioridade é para os domingos que antecedem a lua cheia, mas nunca no dia da lua cheia. O presidente da APA, Ivan Costa, explicou que os telescópios captam muita luz, portanto, em dia de lua cheia a luminosidade ofusca os detalhes da superfície.

A atividade faz parte das comemorações alusivas a um ano da Estação Cabo Branco e do Ano Internacional da Astronomia. “Este ano é comemorado os 400 anos em que Galileu apontou o telescópio para ver o sol. Portanto, essa é uma forma de a associação divulgar a astronomia aqui na Paraíba – um comprometimento de todas as associações do país”, afirmou o presidente da APA.

O diretor da Estação Cabo Branco, Fernando Abath, ressaltou que o projeto Venha ver a Lua é uma oportunidade para a comunidade científica e leiga intercambiar sobre astronomia, uma ciência pouco divulgada inclusive nas instituições de ensino. “A Estação Cabo Branco é sem dúvidas um espaço de fomento científico e de pesquisa, ideal para realização desse tipo de experiência e que com certeza nesta casa de divulgação e popularização da ciência serão sempre promovidos eventos dessa natureza”, enfatizou.

A participação é gratuita e as pessoas podem contemplar a lua, através dos telescópios disponibilizados no terraço panorâmico da Estação, que fica aberta, excepcionalmente nos dias do projeto, até às 20h. Mais informações: 3214-8303

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